15 de jul. de 2010

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12 de jul. de 2010

Turismo vai crescer o dobro do PIB

Turismo vai crescer o dobro do PIB

Pesquisa da FGV com 80 maiores companhias revela que o setor vai ampliar em 14,6% os negócios em 2010, enquanto o PIB cresce 7%

Márcia De Chiara, de O Estado de S. Paulo


SÃO PAULO - Impulsionado pela abundante oferta de crédito de longo prazo, com parcelamento que chega a dois anos, e pelo crescimento do emprego e da renda no mercado interno, o setor de turismo vai crescer neste ano num ritmo acelerado, que é o dobro do projetado para o Produto Interno Bruto (PIB).

Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) com as 80 principais companhias do setor no País revela que a expectativa é de que o volume de negócios ligados ao turismo aumente, em média, 14,6% este ano em relação a 2009. Em igual período, o PIB deve crescer cerca de 7%.

"A taxa de crescimento do turismo será recorde neste ano", afirma o ministro do Turismo, Luiz Barretto, ponderando que a atividade ainda responde por pequena fatia do PIB, 2,8%, mas tem potencial enorme de crescimento. Além das melhores condições econômicas do País, ele ressalta que eventos importantes vão acelerar o volume de negócios, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas.

A pesquisa, feita a pedido do ministério e que consultou nove segmentos do turismo, de empresas de transporte aéreo a locadoras de automóveis e hotéis, mostra que, no geral, 92% das companhias esperam neste ano crescimento nas vendas em relação a 2009, 7% estabilidade e apenas 1% queda.

Os segmentos que projetam os maiores acréscimos nos volumes de negócios são empresas aéreas (21,2%), operadoras de viagem (18,3%), turismo receptivo, que inclui bares e restaurantes (17,9%) e locadoras de automóveis (15%). Segundo a enquete, três desses quatro segmentos projetam os maiores reajustes de preços para o período.

Só no primeiro semestre, o volume de desembarques aéreos domésticos cresceu cerca 30% na comparação com igual período de 2009, nas contas do ministro. Isso mostra que, com mais dinheiro e o câmbio favorável – na sexta-feira, o dólar fechou cotado a R$ 1,76, o menor nível em dois meses –, o brasileiro está tomando gosto pelas viagens, Depois de estrear nos cruzeiros na temporada de verão, eles estão fazendo hoje a primeira viagem ao exterior. O destino é a vizinha Argentina, observa Barretto, pela proximidade geográfica e semelhança da língua.

Tango

"Eu sempre gostei de tango", disse o aposentado Paulo Zanatto, de 84 anos, que embarcou na última quinta-feira com as filhas, o genro e os netos, para Buenos Aires. É a sua primeira viagem de avião e também a primeira vez que vai para fora do País.

"Quando a economia vai bem, as pessoas fazem turismo", afirma o diretor de Assuntos Internacionais da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), Leonel Rossi Júnior. De acordo com o executivo, hoje a nova classe média responde por 7% das vendas do setor.

"Nos últimos 5 anos, 30 milhões de brasileiros entraram para o mercado de consumo. Nos próximos 5 anos, irão ingressar mais 40 milhões, quase uma Espanha inteira", prevê Valter Patriani, presidente da CVC Turismo, maior operadora das Américas. De olho nesse potencial para vendas de pacotes turísticos, a empresa acaba de inaugurar uma loja em Boa Vista, Roraima, o último Estado onde a companhia não estava presente.

Para este mês, a CVC está com a maior oferta de pacotes em períodos de férias, desde a fundação da empresa, há 38 anos. Entre viagens aéreas, rodoviárias e cruzeiros internacionais, serão cerca de 280 mil lugares nesta temporada. Junto com o volume recorde de ofertas estão as promoções, com descontos que chegam 30%. "Só vende porque tem promoção", diz Patriani.

Além do corte no preço, o parcelamento impulsiona o crescimento. A Caixa Econômica Federal, o banco que mais financia o setor, tem um cartão de crédito específico para o turista. O parcelamento do pagamento dos gastos relacionados, da passagem à entrada ao parque temático, pode ser quitado em 24 meses. Isso significa que o turista leva dois períodos consecutivos de férias para se ver livre da dívida.

Fábio Lenza, vice-presidente de Pessoa Física da Caixa, diz que hoje há 1,6 milhão de cartões de crédito para turismo e o limite soma R$ 900 milhões. "Até dezembro, a meta é ter 1,8 milhão de cartões e o limite de crédito deve chegar a R$ 1 bilhão", prevê. Ele conta que neste ano, cresceu 21% o uso do cartão em relação a 2009 e o valor médio das transações também aumentou.

Lula diz que quer comprar avião da África do Sul para proteger pré-sal

Lula diz que quer comprar avião da África do Sul para proteger pré-sal
Ele afirma estar 'de olho' em aviões não tripulados para defender reservas.
Presidente também propõe parceria com africanos em projeto de aeronave.

Do G1, em Brasília


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (9) em encontro com o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, que quer uma parceria com a África da Sul no desenvolvimento de um avião, que, segundo ele, deve estar pronto em 2015. Lula disse também que o Brasil tem interesse na compra de aviões não tripulados da África do Sul para atuar na defesa das reservas do pré-sal.

“Nós estamos querendo que o companheiro Zuma se junte ao Brasil na construção do avião KC-139, que é o novo Hércules que nós estamos construindo, um avião de caça, que é importante, a gente pretende que em 2015 ele esteja pronto”, afirmou. “O Ministério da Defesa e [o Ministério da] Ciência e Tecnologia vão continuar discutindo [a questão]”, disse. O Hércules é, na verdade, um avião de transporte usado pela Força Aérea Brasileira.
Presidente Lula toca vuvuzela em encontro com o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, em PretóriaLula toca vuvuzela em encontro com presidente da África do Sul, Jacob Zuma, em Pretória (Foto: Ricardo
Stuckert/Presidência)

O presidente afirmou também que o Brasil tem interesse na compra de aviões não tripulados da África do Sul para serem usados na defesa das reservas de petróleo na camada de pré-sal.

“Nós temos muita fronteira marítima, muita fronteira seca, nós temos o pré-sal a 300 quilômetros da nossa costa, e se a gente não tomar cuidado, é capaz que alguém tire lá, por debaixo”, disse.

“E pode ser que apareça algum esperto querendo pegar o nosso petróleo, e nós vamos ter que ficar lá, de olho, e por isso nós estamos de olho nesses veículos, esses aviões não-tripulados da África do Sul.”
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Agricultura e TV digital
Lula disse ainda que o Brasil tem interesse na oferta de tecnologia agrícola aos pa´sies africanos. “Nós temos como contribuir com o fortalecimento da agricultura na África do Sul e em todo o continente africano. Nós temos a tecnologia mais importante na agricultura tropical. Uma grande parte da savana africana tem a mesma qualidade do solo do cerrado brasileiro e, portanto, pode ter a mesma capacidade produtiva”, afirmou.

O presidente afirmou também o interesse do Brasil para que a África do Sul e outras nações do continente usem o mesmo padrão de TV digital adotado pelo Brasil.

“Nós temos interesse que a África do Sul e que outros países da África adotem o sistema de TV digital que o Brasil adotou. Já adotou o Brasil, já adotou quase toda a América do Sul, e nós queremos que outros países adotem porque isso vai permitir que os países em desenvolvimento tenham o mesmo modelo de TV digital, o que pode ser uma vantagem para nós nessa competição.”

Lula afirmou que pretende organizar encontros empresariais para incentivar o intercâmbio comercial entre os dois países. Ele lembrou que foi criticado quando incentivou o comércio com países com os quais o Brasil mantinha pouca tradição comercial.

“Vocês, da imprensa brasileira, sabem o quanto eu fui criticado quando comecei a viajar para a África. Perguntavam: “O que o Lula vai fazer na África? Lá só tem miséria. O que ele vai fazer lá?”. Quando eu fui para o mundo árabe, a mesma coisa”, disse.

Segundo ele, a balança comercial com a África saltou de US$ 2 bilhões em 2003 para U$ 26 bilhões atualmente. Em relação ao Oriente Médio, a balança foi de US$ 2 bilhões para US$ 20 bilhões, disse.

“E assim, nós fomos percebendo que era possível comprar em outros lugares, vender em outros lugares, e ficar menos dependentes de um único bloco ou de um único país”, declarou.

Santander compra rede de varejo alemã de banco sueco por US$ 697,2 milhões

Santander compra rede de varejo alemã de banco sueco por US$ 697,2 milhões

Banco quer se tornar um importante ator no mercado de banco de varejo da Alemanha

Danielle Chaves, da Agência Estado

NOVA YORK - O banco sueco Skandinaviska Enskilda Banken (SEB) chegou a um acordo para vender sua rede de varejo alemã para o Santander, o maior banco da Espanha, por 555 milhões de euros (US$ 697,2 milhões). O Santander deixou para trás o italiano UniCredit, que, de acordo com uma fonte, planejava fazer uma oferta de cerca de 450 milhões de euros pela unidade alemã do SEB.

O acordo, que deverá ser concluído no fim de 2010 ou em 2011, é um claro sinal de que o Santander quer se tornar um importante ator no mercado de banco de varejo da Alemanha. O país é um mercado fundamental para o banco, segundo o chairman Emílio Botín. "Essa aquisição é um passo significativo para atingirmos nossa meta de ser um banco de varejo com serviço completo no maior mercado da Europa", afirmou o executivo.

A transação vai quase dobrar o número de filiais do Santander na Alemanha e acrescentar um milhão de clientes aos seis milhões que o banco já possui no país.

Segundo o SEB, o valor da aquisição representa um prêmio ao capital alocado de 420 milhões de euros. Os custos da transação, incluindo financiamento relacionado e efeitos de contabilidade de hedge, são estimados em 375 milhões de euros. O SEB afirmou que a venda da unidade alemã vai liberar capital que será reinvestido em áreas de crescimento fundamentais do banco.

Nos últimos anos, o Santander comprou a unidade de finanças ao consumidor alemã do Royal Bank of Scotland (RBS) e as unidades alemãs da General Electric Money. Recentemente, o banco espanhol também tem feito uma série de grandes transações fora da Alemanha. O Santander comprou os 25% que ainda não possuía em sua unidade mexicana, deverá adquirir 318 filiais do RBS no Reino Unido e está negociando a compra do banco de varejo norte-americano M&T Bank. As informações são da Dow Jones.

Carga tributária volta a subir e deve registrar recorde de 34,7% do PIB

Carga tributária volta a subir e deve registrar recorde de 34,7% do PIB

Depois de cair no ano passado por causa da crise, arrecadação se recupera, ancorada pelo forte crescimento econômico do País em 2010

Marcelo Rehder, de O Estado de S. Paulo


SÃO PAULO - A carga tributária brasileira voltou a subir e deverá bater o recorde de 2008, depois de ter recuado no ano passado. Em 2010, a soma de todos impostos, taxas e contribuições pagos pelas empresas e cidadãos aos três níveis de governo (federal, estadual e municipal) deverá representar 34,7% do Produto Interno Bruto (PIB), com alta de um ponto porcentual em relação a 2009 (33,7%). Em 2008, a carga foi de 34,4%.


As informações são de um estudo do consultor na área fiscal Amir Khair. Para projetar a carga tributária de 2010, Khair usou como base a arrecadação até maio e considerou um crescimento de 7% para o PIB, estimado em R$ 3,565 trilhões. Os valores de 2009 foram atualizados com a aplicação de uma correção de 6% (composto, em 70%, pelo IPCA e, em 30%, pelo IGP-DI). A metodologia de cálculo é a mesma usada pela Receita Federal.

O aumento da carga neste ano pode ser explicada, basicamente, pelo crescimento da economia, que faz ampliar a base de tributação. Da mesma forma, em 2009, a arrecadação caiu por causa dos efeitos recessivos da crise financeira mundial.

Quando o ambiente de negócios é favorável, as empresas não apenas faturam e lucram mais, como também empregam mais pessoas e pagam salários mais altos. Nesse cenário, mesmo sem aumento de alíquotas, o governo arrecada mais.

"Sempre que a economia passa por forte crescimento, como está ocorrendo este ano, o lucro das empresas e a massa salarial crescem acima do PIB", diz Khair. "Consequentemente, a arrecadação também cresce mais que a economia como um todo."

O empresariado reclama que o governo retira do setor privado recursos que poderiam ser destinados a investimentos produtivos, além de reduzir o consumo. Pesquisa encomendada ao Ibope pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) mostra que 65% das empresas veem a tributação como principal barreira para o crescimento econômico. O Ibope entrevistou mil empresas do setor entre abril e maio.

O avanço da arrecadação reflete ainda a redução das compensações e desonerações tributárias concedidas no ano passado pelo governo federal, para estimular o consumo no período de dificuldades financeiras. Passado o sufoco da crise, tanto a sonegação como a inadimplência de contribuintes tendem a cair enquanto a economia cresce.

Fiscalização

O aumento na eficiência da cobrança dos governos estaduais e federal também contribui para o crescimento da arrecadação. Por meio de sistemas de informações cada vez mais sofisticados, a fiscalização tem apertado o cerco contra os maus contribuintes.

A conjugação desses fatores fez a arrecadação federal dos primeiros cinco meses do ano crescer 13% acima da inflação, quando comparada com igual período de 2009. Os cofres da União receberam R$ 318 bilhões.

Até sexta-feira, a transferência de recursos da sociedade, na forma de pagamento de tributos, às três esferas de governo já acumulava no ano mais de R$ 642 bilhões, segundo o "Impostômetro", painel eletrônico instalado em frente ao prédio da Associação Comercial de São Paulo, no centro da capital paulista.

Criado pelo Instituto Brasileira de Planejamento Tributário (IBPT), o painel mostra, em tempo real, o valor estimado dos impostos, taxas e contribuições pagos no País. Até o fim do ano, o IBPT estima que o placar chegue a R$ 1,3 trilhão. Em 2009, a contagem ficou em R$ 1,1 trilhão.

Numa pesquisa feita pela empresa de consultoria Terco Grand Thorton, com 150 empresários, os tributos incidentes sobre a folha de pagamentos foram apontados por 45% do entrevistados como os mais pesados. "É um desestímulo ao emprego formal", diz Wanderlei Ferreira, sócio da Terco Grant Thornton.

GPS x Segurança: Mio dá dicas para não perder o foco ao dirigir

GPS x Segurança: Mio dá dicas para não perder o foco ao dirigir

O GPS é um acessório muito útil para o motorista. Hoje, encontramos no mercado modelos com informações de trânsito em tempo real, dicas de bares e restaurantes, postos de combustíveis mais próximos da localização do veículo, TV digital integrada, etc. Porém, como todo componente que é manuseado pelo condutor, alguns cuidados se tornam indispensáveis para que a viagem não seja comprometida.

Abaixo, seguem algumas dicas para chegar ao destino escolhido com segurança, tirando proveito de todas as facilidades oferecidas pelos GPS:

- o GPS deve ser posicionado em local que não prejudique a visibilidade do condutor. Os locais ideais são o centro inferior ou o lado esquerdo inferior do pára-brisa, dependendo do formato do painel do veículo;

- o condutor pode utilizar os alertas sonoros de manobras para facilitar sua navegação. Alguns modelos de GPS possuem uma função chamada TTS (Text to Speech), que fala o nome das ruas. Por exemplo: “Vire à direita, na Avenida Brigadeiro Faria Lima”. Essa função facilita muito a identificação da manobra que se deve fazer;

- o condutor não deve, em hipótese alguma, manusear o GPS com o carro em movimento. Para não comprometer a segurança da viagem, deve-se estacionar, manusear o navegador e, só então, seguir viagem;

- para prevenir uma sobrecarga de energia no GPS, recomenda-se sempre ligar o veículo primeiro e depois conectar o aparelho ao dispositivo de energia;

- o GPS deve estar sempre com a base de mapas atualizada, para evitar manobras erradas como, por exemplo, entrar em uma rua contramão, fazer um retorno proibido, etc.


Texto: Assessoria de Imprensa da Mio Tecnology

Fonte:logweb.com.br