16 de jul. de 2010
15 de jul. de 2010
12 de jul. de 2010
Turismo vai crescer o dobro do PIB
Turismo vai crescer o dobro do PIB
Pesquisa da FGV com 80 maiores companhias revela que o setor vai ampliar em 14,6% os negócios em 2010, enquanto o PIB cresce 7%
Márcia De Chiara, de O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - Impulsionado pela abundante oferta de crédito de longo prazo, com parcelamento que chega a dois anos, e pelo crescimento do emprego e da renda no mercado interno, o setor de turismo vai crescer neste ano num ritmo acelerado, que é o dobro do projetado para o Produto Interno Bruto (PIB).
Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) com as 80 principais companhias do setor no País revela que a expectativa é de que o volume de negócios ligados ao turismo aumente, em média, 14,6% este ano em relação a 2009. Em igual período, o PIB deve crescer cerca de 7%.
"A taxa de crescimento do turismo será recorde neste ano", afirma o ministro do Turismo, Luiz Barretto, ponderando que a atividade ainda responde por pequena fatia do PIB, 2,8%, mas tem potencial enorme de crescimento. Além das melhores condições econômicas do País, ele ressalta que eventos importantes vão acelerar o volume de negócios, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas.
A pesquisa, feita a pedido do ministério e que consultou nove segmentos do turismo, de empresas de transporte aéreo a locadoras de automóveis e hotéis, mostra que, no geral, 92% das companhias esperam neste ano crescimento nas vendas em relação a 2009, 7% estabilidade e apenas 1% queda.
Os segmentos que projetam os maiores acréscimos nos volumes de negócios são empresas aéreas (21,2%), operadoras de viagem (18,3%), turismo receptivo, que inclui bares e restaurantes (17,9%) e locadoras de automóveis (15%). Segundo a enquete, três desses quatro segmentos projetam os maiores reajustes de preços para o período.
Só no primeiro semestre, o volume de desembarques aéreos domésticos cresceu cerca 30% na comparação com igual período de 2009, nas contas do ministro. Isso mostra que, com mais dinheiro e o câmbio favorável – na sexta-feira, o dólar fechou cotado a R$ 1,76, o menor nível em dois meses –, o brasileiro está tomando gosto pelas viagens, Depois de estrear nos cruzeiros na temporada de verão, eles estão fazendo hoje a primeira viagem ao exterior. O destino é a vizinha Argentina, observa Barretto, pela proximidade geográfica e semelhança da língua.
Tango
"Eu sempre gostei de tango", disse o aposentado Paulo Zanatto, de 84 anos, que embarcou na última quinta-feira com as filhas, o genro e os netos, para Buenos Aires. É a sua primeira viagem de avião e também a primeira vez que vai para fora do País.
"Quando a economia vai bem, as pessoas fazem turismo", afirma o diretor de Assuntos Internacionais da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), Leonel Rossi Júnior. De acordo com o executivo, hoje a nova classe média responde por 7% das vendas do setor.
"Nos últimos 5 anos, 30 milhões de brasileiros entraram para o mercado de consumo. Nos próximos 5 anos, irão ingressar mais 40 milhões, quase uma Espanha inteira", prevê Valter Patriani, presidente da CVC Turismo, maior operadora das Américas. De olho nesse potencial para vendas de pacotes turísticos, a empresa acaba de inaugurar uma loja em Boa Vista, Roraima, o último Estado onde a companhia não estava presente.
Para este mês, a CVC está com a maior oferta de pacotes em períodos de férias, desde a fundação da empresa, há 38 anos. Entre viagens aéreas, rodoviárias e cruzeiros internacionais, serão cerca de 280 mil lugares nesta temporada. Junto com o volume recorde de ofertas estão as promoções, com descontos que chegam 30%. "Só vende porque tem promoção", diz Patriani.
Além do corte no preço, o parcelamento impulsiona o crescimento. A Caixa Econômica Federal, o banco que mais financia o setor, tem um cartão de crédito específico para o turista. O parcelamento do pagamento dos gastos relacionados, da passagem à entrada ao parque temático, pode ser quitado em 24 meses. Isso significa que o turista leva dois períodos consecutivos de férias para se ver livre da dívida.
Fábio Lenza, vice-presidente de Pessoa Física da Caixa, diz que hoje há 1,6 milhão de cartões de crédito para turismo e o limite soma R$ 900 milhões. "Até dezembro, a meta é ter 1,8 milhão de cartões e o limite de crédito deve chegar a R$ 1 bilhão", prevê. Ele conta que neste ano, cresceu 21% o uso do cartão em relação a 2009 e o valor médio das transações também aumentou.
Pesquisa da FGV com 80 maiores companhias revela que o setor vai ampliar em 14,6% os negócios em 2010, enquanto o PIB cresce 7%
Márcia De Chiara, de O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - Impulsionado pela abundante oferta de crédito de longo prazo, com parcelamento que chega a dois anos, e pelo crescimento do emprego e da renda no mercado interno, o setor de turismo vai crescer neste ano num ritmo acelerado, que é o dobro do projetado para o Produto Interno Bruto (PIB).
Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) com as 80 principais companhias do setor no País revela que a expectativa é de que o volume de negócios ligados ao turismo aumente, em média, 14,6% este ano em relação a 2009. Em igual período, o PIB deve crescer cerca de 7%.
"A taxa de crescimento do turismo será recorde neste ano", afirma o ministro do Turismo, Luiz Barretto, ponderando que a atividade ainda responde por pequena fatia do PIB, 2,8%, mas tem potencial enorme de crescimento. Além das melhores condições econômicas do País, ele ressalta que eventos importantes vão acelerar o volume de negócios, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas.
A pesquisa, feita a pedido do ministério e que consultou nove segmentos do turismo, de empresas de transporte aéreo a locadoras de automóveis e hotéis, mostra que, no geral, 92% das companhias esperam neste ano crescimento nas vendas em relação a 2009, 7% estabilidade e apenas 1% queda.
Os segmentos que projetam os maiores acréscimos nos volumes de negócios são empresas aéreas (21,2%), operadoras de viagem (18,3%), turismo receptivo, que inclui bares e restaurantes (17,9%) e locadoras de automóveis (15%). Segundo a enquete, três desses quatro segmentos projetam os maiores reajustes de preços para o período.
Só no primeiro semestre, o volume de desembarques aéreos domésticos cresceu cerca 30% na comparação com igual período de 2009, nas contas do ministro. Isso mostra que, com mais dinheiro e o câmbio favorável – na sexta-feira, o dólar fechou cotado a R$ 1,76, o menor nível em dois meses –, o brasileiro está tomando gosto pelas viagens, Depois de estrear nos cruzeiros na temporada de verão, eles estão fazendo hoje a primeira viagem ao exterior. O destino é a vizinha Argentina, observa Barretto, pela proximidade geográfica e semelhança da língua.
Tango
"Eu sempre gostei de tango", disse o aposentado Paulo Zanatto, de 84 anos, que embarcou na última quinta-feira com as filhas, o genro e os netos, para Buenos Aires. É a sua primeira viagem de avião e também a primeira vez que vai para fora do País.
"Quando a economia vai bem, as pessoas fazem turismo", afirma o diretor de Assuntos Internacionais da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), Leonel Rossi Júnior. De acordo com o executivo, hoje a nova classe média responde por 7% das vendas do setor.
"Nos últimos 5 anos, 30 milhões de brasileiros entraram para o mercado de consumo. Nos próximos 5 anos, irão ingressar mais 40 milhões, quase uma Espanha inteira", prevê Valter Patriani, presidente da CVC Turismo, maior operadora das Américas. De olho nesse potencial para vendas de pacotes turísticos, a empresa acaba de inaugurar uma loja em Boa Vista, Roraima, o último Estado onde a companhia não estava presente.
Para este mês, a CVC está com a maior oferta de pacotes em períodos de férias, desde a fundação da empresa, há 38 anos. Entre viagens aéreas, rodoviárias e cruzeiros internacionais, serão cerca de 280 mil lugares nesta temporada. Junto com o volume recorde de ofertas estão as promoções, com descontos que chegam 30%. "Só vende porque tem promoção", diz Patriani.
Além do corte no preço, o parcelamento impulsiona o crescimento. A Caixa Econômica Federal, o banco que mais financia o setor, tem um cartão de crédito específico para o turista. O parcelamento do pagamento dos gastos relacionados, da passagem à entrada ao parque temático, pode ser quitado em 24 meses. Isso significa que o turista leva dois períodos consecutivos de férias para se ver livre da dívida.
Fábio Lenza, vice-presidente de Pessoa Física da Caixa, diz que hoje há 1,6 milhão de cartões de crédito para turismo e o limite soma R$ 900 milhões. "Até dezembro, a meta é ter 1,8 milhão de cartões e o limite de crédito deve chegar a R$ 1 bilhão", prevê. Ele conta que neste ano, cresceu 21% o uso do cartão em relação a 2009 e o valor médio das transações também aumentou.
Lula diz que quer comprar avião da África do Sul para proteger pré-sal
Lula diz que quer comprar avião da África do Sul para proteger pré-sal
Ele afirma estar 'de olho' em aviões não tripulados para defender reservas.
Presidente também propõe parceria com africanos em projeto de aeronave.
Do G1, em Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (9) em encontro com o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, que quer uma parceria com a África da Sul no desenvolvimento de um avião, que, segundo ele, deve estar pronto em 2015. Lula disse também que o Brasil tem interesse na compra de aviões não tripulados da África do Sul para atuar na defesa das reservas do pré-sal.
“Nós estamos querendo que o companheiro Zuma se junte ao Brasil na construção do avião KC-139, que é o novo Hércules que nós estamos construindo, um avião de caça, que é importante, a gente pretende que em 2015 ele esteja pronto”, afirmou. “O Ministério da Defesa e [o Ministério da] Ciência e Tecnologia vão continuar discutindo [a questão]”, disse. O Hércules é, na verdade, um avião de transporte usado pela Força Aérea Brasileira.
Presidente Lula toca vuvuzela em encontro com o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, em PretóriaLula toca vuvuzela em encontro com presidente da África do Sul, Jacob Zuma, em Pretória (Foto: Ricardo
Stuckert/Presidência)
O presidente afirmou também que o Brasil tem interesse na compra de aviões não tripulados da África do Sul para serem usados na defesa das reservas de petróleo na camada de pré-sal.
“Nós temos muita fronteira marítima, muita fronteira seca, nós temos o pré-sal a 300 quilômetros da nossa costa, e se a gente não tomar cuidado, é capaz que alguém tire lá, por debaixo”, disse.
“E pode ser que apareça algum esperto querendo pegar o nosso petróleo, e nós vamos ter que ficar lá, de olho, e por isso nós estamos de olho nesses veículos, esses aviões não-tripulados da África do Sul.”
saiba mais
Agricultura e TV digital
Lula disse ainda que o Brasil tem interesse na oferta de tecnologia agrícola aos pa´sies africanos. “Nós temos como contribuir com o fortalecimento da agricultura na África do Sul e em todo o continente africano. Nós temos a tecnologia mais importante na agricultura tropical. Uma grande parte da savana africana tem a mesma qualidade do solo do cerrado brasileiro e, portanto, pode ter a mesma capacidade produtiva”, afirmou.
O presidente afirmou também o interesse do Brasil para que a África do Sul e outras nações do continente usem o mesmo padrão de TV digital adotado pelo Brasil.
“Nós temos interesse que a África do Sul e que outros países da África adotem o sistema de TV digital que o Brasil adotou. Já adotou o Brasil, já adotou quase toda a América do Sul, e nós queremos que outros países adotem porque isso vai permitir que os países em desenvolvimento tenham o mesmo modelo de TV digital, o que pode ser uma vantagem para nós nessa competição.”
Lula afirmou que pretende organizar encontros empresariais para incentivar o intercâmbio comercial entre os dois países. Ele lembrou que foi criticado quando incentivou o comércio com países com os quais o Brasil mantinha pouca tradição comercial.
“Vocês, da imprensa brasileira, sabem o quanto eu fui criticado quando comecei a viajar para a África. Perguntavam: “O que o Lula vai fazer na África? Lá só tem miséria. O que ele vai fazer lá?”. Quando eu fui para o mundo árabe, a mesma coisa”, disse.
Segundo ele, a balança comercial com a África saltou de US$ 2 bilhões em 2003 para U$ 26 bilhões atualmente. Em relação ao Oriente Médio, a balança foi de US$ 2 bilhões para US$ 20 bilhões, disse.
“E assim, nós fomos percebendo que era possível comprar em outros lugares, vender em outros lugares, e ficar menos dependentes de um único bloco ou de um único país”, declarou.
Ele afirma estar 'de olho' em aviões não tripulados para defender reservas.
Presidente também propõe parceria com africanos em projeto de aeronave.
Do G1, em Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (9) em encontro com o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, que quer uma parceria com a África da Sul no desenvolvimento de um avião, que, segundo ele, deve estar pronto em 2015. Lula disse também que o Brasil tem interesse na compra de aviões não tripulados da África do Sul para atuar na defesa das reservas do pré-sal.
“Nós estamos querendo que o companheiro Zuma se junte ao Brasil na construção do avião KC-139, que é o novo Hércules que nós estamos construindo, um avião de caça, que é importante, a gente pretende que em 2015 ele esteja pronto”, afirmou. “O Ministério da Defesa e [o Ministério da] Ciência e Tecnologia vão continuar discutindo [a questão]”, disse. O Hércules é, na verdade, um avião de transporte usado pela Força Aérea Brasileira.
Presidente Lula toca vuvuzela em encontro com o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, em PretóriaLula toca vuvuzela em encontro com presidente da África do Sul, Jacob Zuma, em Pretória (Foto: Ricardo
Stuckert/Presidência)
O presidente afirmou também que o Brasil tem interesse na compra de aviões não tripulados da África do Sul para serem usados na defesa das reservas de petróleo na camada de pré-sal.
“Nós temos muita fronteira marítima, muita fronteira seca, nós temos o pré-sal a 300 quilômetros da nossa costa, e se a gente não tomar cuidado, é capaz que alguém tire lá, por debaixo”, disse.
“E pode ser que apareça algum esperto querendo pegar o nosso petróleo, e nós vamos ter que ficar lá, de olho, e por isso nós estamos de olho nesses veículos, esses aviões não-tripulados da África do Sul.”
saiba mais
Agricultura e TV digital
Lula disse ainda que o Brasil tem interesse na oferta de tecnologia agrícola aos pa´sies africanos. “Nós temos como contribuir com o fortalecimento da agricultura na África do Sul e em todo o continente africano. Nós temos a tecnologia mais importante na agricultura tropical. Uma grande parte da savana africana tem a mesma qualidade do solo do cerrado brasileiro e, portanto, pode ter a mesma capacidade produtiva”, afirmou.
O presidente afirmou também o interesse do Brasil para que a África do Sul e outras nações do continente usem o mesmo padrão de TV digital adotado pelo Brasil.
“Nós temos interesse que a África do Sul e que outros países da África adotem o sistema de TV digital que o Brasil adotou. Já adotou o Brasil, já adotou quase toda a América do Sul, e nós queremos que outros países adotem porque isso vai permitir que os países em desenvolvimento tenham o mesmo modelo de TV digital, o que pode ser uma vantagem para nós nessa competição.”
Lula afirmou que pretende organizar encontros empresariais para incentivar o intercâmbio comercial entre os dois países. Ele lembrou que foi criticado quando incentivou o comércio com países com os quais o Brasil mantinha pouca tradição comercial.
“Vocês, da imprensa brasileira, sabem o quanto eu fui criticado quando comecei a viajar para a África. Perguntavam: “O que o Lula vai fazer na África? Lá só tem miséria. O que ele vai fazer lá?”. Quando eu fui para o mundo árabe, a mesma coisa”, disse.
Segundo ele, a balança comercial com a África saltou de US$ 2 bilhões em 2003 para U$ 26 bilhões atualmente. Em relação ao Oriente Médio, a balança foi de US$ 2 bilhões para US$ 20 bilhões, disse.
“E assim, nós fomos percebendo que era possível comprar em outros lugares, vender em outros lugares, e ficar menos dependentes de um único bloco ou de um único país”, declarou.
Santander compra rede de varejo alemã de banco sueco por US$ 697,2 milhões
Santander compra rede de varejo alemã de banco sueco por US$ 697,2 milhões
Banco quer se tornar um importante ator no mercado de banco de varejo da Alemanha
Danielle Chaves, da Agência Estado
NOVA YORK - O banco sueco Skandinaviska Enskilda Banken (SEB) chegou a um acordo para vender sua rede de varejo alemã para o Santander, o maior banco da Espanha, por 555 milhões de euros (US$ 697,2 milhões). O Santander deixou para trás o italiano UniCredit, que, de acordo com uma fonte, planejava fazer uma oferta de cerca de 450 milhões de euros pela unidade alemã do SEB.
O acordo, que deverá ser concluído no fim de 2010 ou em 2011, é um claro sinal de que o Santander quer se tornar um importante ator no mercado de banco de varejo da Alemanha. O país é um mercado fundamental para o banco, segundo o chairman Emílio Botín. "Essa aquisição é um passo significativo para atingirmos nossa meta de ser um banco de varejo com serviço completo no maior mercado da Europa", afirmou o executivo.
A transação vai quase dobrar o número de filiais do Santander na Alemanha e acrescentar um milhão de clientes aos seis milhões que o banco já possui no país.
Segundo o SEB, o valor da aquisição representa um prêmio ao capital alocado de 420 milhões de euros. Os custos da transação, incluindo financiamento relacionado e efeitos de contabilidade de hedge, são estimados em 375 milhões de euros. O SEB afirmou que a venda da unidade alemã vai liberar capital que será reinvestido em áreas de crescimento fundamentais do banco.
Nos últimos anos, o Santander comprou a unidade de finanças ao consumidor alemã do Royal Bank of Scotland (RBS) e as unidades alemãs da General Electric Money. Recentemente, o banco espanhol também tem feito uma série de grandes transações fora da Alemanha. O Santander comprou os 25% que ainda não possuía em sua unidade mexicana, deverá adquirir 318 filiais do RBS no Reino Unido e está negociando a compra do banco de varejo norte-americano M&T Bank. As informações são da Dow Jones.
Banco quer se tornar um importante ator no mercado de banco de varejo da Alemanha
Danielle Chaves, da Agência Estado
NOVA YORK - O banco sueco Skandinaviska Enskilda Banken (SEB) chegou a um acordo para vender sua rede de varejo alemã para o Santander, o maior banco da Espanha, por 555 milhões de euros (US$ 697,2 milhões). O Santander deixou para trás o italiano UniCredit, que, de acordo com uma fonte, planejava fazer uma oferta de cerca de 450 milhões de euros pela unidade alemã do SEB.
O acordo, que deverá ser concluído no fim de 2010 ou em 2011, é um claro sinal de que o Santander quer se tornar um importante ator no mercado de banco de varejo da Alemanha. O país é um mercado fundamental para o banco, segundo o chairman Emílio Botín. "Essa aquisição é um passo significativo para atingirmos nossa meta de ser um banco de varejo com serviço completo no maior mercado da Europa", afirmou o executivo.
A transação vai quase dobrar o número de filiais do Santander na Alemanha e acrescentar um milhão de clientes aos seis milhões que o banco já possui no país.
Segundo o SEB, o valor da aquisição representa um prêmio ao capital alocado de 420 milhões de euros. Os custos da transação, incluindo financiamento relacionado e efeitos de contabilidade de hedge, são estimados em 375 milhões de euros. O SEB afirmou que a venda da unidade alemã vai liberar capital que será reinvestido em áreas de crescimento fundamentais do banco.
Nos últimos anos, o Santander comprou a unidade de finanças ao consumidor alemã do Royal Bank of Scotland (RBS) e as unidades alemãs da General Electric Money. Recentemente, o banco espanhol também tem feito uma série de grandes transações fora da Alemanha. O Santander comprou os 25% que ainda não possuía em sua unidade mexicana, deverá adquirir 318 filiais do RBS no Reino Unido e está negociando a compra do banco de varejo norte-americano M&T Bank. As informações são da Dow Jones.
Carga tributária volta a subir e deve registrar recorde de 34,7% do PIB
Carga tributária volta a subir e deve registrar recorde de 34,7% do PIB
Depois de cair no ano passado por causa da crise, arrecadação se recupera, ancorada pelo forte crescimento econômico do País em 2010
Marcelo Rehder, de O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - A carga tributária brasileira voltou a subir e deverá bater o recorde de 2008, depois de ter recuado no ano passado. Em 2010, a soma de todos impostos, taxas e contribuições pagos pelas empresas e cidadãos aos três níveis de governo (federal, estadual e municipal) deverá representar 34,7% do Produto Interno Bruto (PIB), com alta de um ponto porcentual em relação a 2009 (33,7%). Em 2008, a carga foi de 34,4%.
As informações são de um estudo do consultor na área fiscal Amir Khair. Para projetar a carga tributária de 2010, Khair usou como base a arrecadação até maio e considerou um crescimento de 7% para o PIB, estimado em R$ 3,565 trilhões. Os valores de 2009 foram atualizados com a aplicação de uma correção de 6% (composto, em 70%, pelo IPCA e, em 30%, pelo IGP-DI). A metodologia de cálculo é a mesma usada pela Receita Federal.
O aumento da carga neste ano pode ser explicada, basicamente, pelo crescimento da economia, que faz ampliar a base de tributação. Da mesma forma, em 2009, a arrecadação caiu por causa dos efeitos recessivos da crise financeira mundial.
Quando o ambiente de negócios é favorável, as empresas não apenas faturam e lucram mais, como também empregam mais pessoas e pagam salários mais altos. Nesse cenário, mesmo sem aumento de alíquotas, o governo arrecada mais.
"Sempre que a economia passa por forte crescimento, como está ocorrendo este ano, o lucro das empresas e a massa salarial crescem acima do PIB", diz Khair. "Consequentemente, a arrecadação também cresce mais que a economia como um todo."
O empresariado reclama que o governo retira do setor privado recursos que poderiam ser destinados a investimentos produtivos, além de reduzir o consumo. Pesquisa encomendada ao Ibope pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) mostra que 65% das empresas veem a tributação como principal barreira para o crescimento econômico. O Ibope entrevistou mil empresas do setor entre abril e maio.
O avanço da arrecadação reflete ainda a redução das compensações e desonerações tributárias concedidas no ano passado pelo governo federal, para estimular o consumo no período de dificuldades financeiras. Passado o sufoco da crise, tanto a sonegação como a inadimplência de contribuintes tendem a cair enquanto a economia cresce.
Fiscalização
O aumento na eficiência da cobrança dos governos estaduais e federal também contribui para o crescimento da arrecadação. Por meio de sistemas de informações cada vez mais sofisticados, a fiscalização tem apertado o cerco contra os maus contribuintes.
A conjugação desses fatores fez a arrecadação federal dos primeiros cinco meses do ano crescer 13% acima da inflação, quando comparada com igual período de 2009. Os cofres da União receberam R$ 318 bilhões.
Até sexta-feira, a transferência de recursos da sociedade, na forma de pagamento de tributos, às três esferas de governo já acumulava no ano mais de R$ 642 bilhões, segundo o "Impostômetro", painel eletrônico instalado em frente ao prédio da Associação Comercial de São Paulo, no centro da capital paulista.
Criado pelo Instituto Brasileira de Planejamento Tributário (IBPT), o painel mostra, em tempo real, o valor estimado dos impostos, taxas e contribuições pagos no País. Até o fim do ano, o IBPT estima que o placar chegue a R$ 1,3 trilhão. Em 2009, a contagem ficou em R$ 1,1 trilhão.
Numa pesquisa feita pela empresa de consultoria Terco Grand Thorton, com 150 empresários, os tributos incidentes sobre a folha de pagamentos foram apontados por 45% do entrevistados como os mais pesados. "É um desestímulo ao emprego formal", diz Wanderlei Ferreira, sócio da Terco Grant Thornton.
Depois de cair no ano passado por causa da crise, arrecadação se recupera, ancorada pelo forte crescimento econômico do País em 2010
Marcelo Rehder, de O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - A carga tributária brasileira voltou a subir e deverá bater o recorde de 2008, depois de ter recuado no ano passado. Em 2010, a soma de todos impostos, taxas e contribuições pagos pelas empresas e cidadãos aos três níveis de governo (federal, estadual e municipal) deverá representar 34,7% do Produto Interno Bruto (PIB), com alta de um ponto porcentual em relação a 2009 (33,7%). Em 2008, a carga foi de 34,4%.
As informações são de um estudo do consultor na área fiscal Amir Khair. Para projetar a carga tributária de 2010, Khair usou como base a arrecadação até maio e considerou um crescimento de 7% para o PIB, estimado em R$ 3,565 trilhões. Os valores de 2009 foram atualizados com a aplicação de uma correção de 6% (composto, em 70%, pelo IPCA e, em 30%, pelo IGP-DI). A metodologia de cálculo é a mesma usada pela Receita Federal.
O aumento da carga neste ano pode ser explicada, basicamente, pelo crescimento da economia, que faz ampliar a base de tributação. Da mesma forma, em 2009, a arrecadação caiu por causa dos efeitos recessivos da crise financeira mundial.
Quando o ambiente de negócios é favorável, as empresas não apenas faturam e lucram mais, como também empregam mais pessoas e pagam salários mais altos. Nesse cenário, mesmo sem aumento de alíquotas, o governo arrecada mais.
"Sempre que a economia passa por forte crescimento, como está ocorrendo este ano, o lucro das empresas e a massa salarial crescem acima do PIB", diz Khair. "Consequentemente, a arrecadação também cresce mais que a economia como um todo."
O empresariado reclama que o governo retira do setor privado recursos que poderiam ser destinados a investimentos produtivos, além de reduzir o consumo. Pesquisa encomendada ao Ibope pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) mostra que 65% das empresas veem a tributação como principal barreira para o crescimento econômico. O Ibope entrevistou mil empresas do setor entre abril e maio.
O avanço da arrecadação reflete ainda a redução das compensações e desonerações tributárias concedidas no ano passado pelo governo federal, para estimular o consumo no período de dificuldades financeiras. Passado o sufoco da crise, tanto a sonegação como a inadimplência de contribuintes tendem a cair enquanto a economia cresce.
Fiscalização
O aumento na eficiência da cobrança dos governos estaduais e federal também contribui para o crescimento da arrecadação. Por meio de sistemas de informações cada vez mais sofisticados, a fiscalização tem apertado o cerco contra os maus contribuintes.
A conjugação desses fatores fez a arrecadação federal dos primeiros cinco meses do ano crescer 13% acima da inflação, quando comparada com igual período de 2009. Os cofres da União receberam R$ 318 bilhões.
Até sexta-feira, a transferência de recursos da sociedade, na forma de pagamento de tributos, às três esferas de governo já acumulava no ano mais de R$ 642 bilhões, segundo o "Impostômetro", painel eletrônico instalado em frente ao prédio da Associação Comercial de São Paulo, no centro da capital paulista.
Criado pelo Instituto Brasileira de Planejamento Tributário (IBPT), o painel mostra, em tempo real, o valor estimado dos impostos, taxas e contribuições pagos no País. Até o fim do ano, o IBPT estima que o placar chegue a R$ 1,3 trilhão. Em 2009, a contagem ficou em R$ 1,1 trilhão.
Numa pesquisa feita pela empresa de consultoria Terco Grand Thorton, com 150 empresários, os tributos incidentes sobre a folha de pagamentos foram apontados por 45% do entrevistados como os mais pesados. "É um desestímulo ao emprego formal", diz Wanderlei Ferreira, sócio da Terco Grant Thornton.
GPS x Segurança: Mio dá dicas para não perder o foco ao dirigir
GPS x Segurança: Mio dá dicas para não perder o foco ao dirigir
O GPS é um acessório muito útil para o motorista. Hoje, encontramos no mercado modelos com informações de trânsito em tempo real, dicas de bares e restaurantes, postos de combustíveis mais próximos da localização do veículo, TV digital integrada, etc. Porém, como todo componente que é manuseado pelo condutor, alguns cuidados se tornam indispensáveis para que a viagem não seja comprometida.
Abaixo, seguem algumas dicas para chegar ao destino escolhido com segurança, tirando proveito de todas as facilidades oferecidas pelos GPS:
- o GPS deve ser posicionado em local que não prejudique a visibilidade do condutor. Os locais ideais são o centro inferior ou o lado esquerdo inferior do pára-brisa, dependendo do formato do painel do veículo;
- o condutor pode utilizar os alertas sonoros de manobras para facilitar sua navegação. Alguns modelos de GPS possuem uma função chamada TTS (Text to Speech), que fala o nome das ruas. Por exemplo: “Vire à direita, na Avenida Brigadeiro Faria Lima”. Essa função facilita muito a identificação da manobra que se deve fazer;
- o condutor não deve, em hipótese alguma, manusear o GPS com o carro em movimento. Para não comprometer a segurança da viagem, deve-se estacionar, manusear o navegador e, só então, seguir viagem;
- para prevenir uma sobrecarga de energia no GPS, recomenda-se sempre ligar o veículo primeiro e depois conectar o aparelho ao dispositivo de energia;
- o GPS deve estar sempre com a base de mapas atualizada, para evitar manobras erradas como, por exemplo, entrar em uma rua contramão, fazer um retorno proibido, etc.
Texto: Assessoria de Imprensa da Mio Tecnology
Fonte:logweb.com.br
O GPS é um acessório muito útil para o motorista. Hoje, encontramos no mercado modelos com informações de trânsito em tempo real, dicas de bares e restaurantes, postos de combustíveis mais próximos da localização do veículo, TV digital integrada, etc. Porém, como todo componente que é manuseado pelo condutor, alguns cuidados se tornam indispensáveis para que a viagem não seja comprometida.
Abaixo, seguem algumas dicas para chegar ao destino escolhido com segurança, tirando proveito de todas as facilidades oferecidas pelos GPS:
- o GPS deve ser posicionado em local que não prejudique a visibilidade do condutor. Os locais ideais são o centro inferior ou o lado esquerdo inferior do pára-brisa, dependendo do formato do painel do veículo;
- o condutor pode utilizar os alertas sonoros de manobras para facilitar sua navegação. Alguns modelos de GPS possuem uma função chamada TTS (Text to Speech), que fala o nome das ruas. Por exemplo: “Vire à direita, na Avenida Brigadeiro Faria Lima”. Essa função facilita muito a identificação da manobra que se deve fazer;
- o condutor não deve, em hipótese alguma, manusear o GPS com o carro em movimento. Para não comprometer a segurança da viagem, deve-se estacionar, manusear o navegador e, só então, seguir viagem;
- para prevenir uma sobrecarga de energia no GPS, recomenda-se sempre ligar o veículo primeiro e depois conectar o aparelho ao dispositivo de energia;
- o GPS deve estar sempre com a base de mapas atualizada, para evitar manobras erradas como, por exemplo, entrar em uma rua contramão, fazer um retorno proibido, etc.
Texto: Assessoria de Imprensa da Mio Tecnology
Fonte:logweb.com.br
Assinar:
Comentários (Atom)