31 de ago. de 2009

Iveco apresenta protótipo de caminhão elétrico em Itaipu


O cenário não poderia ser mais apropriado. A Iveco fez hoje, sexta-feira (28) na usina de Itaipu, a maior hidrelétrica do planeta e parceira da montadora, a apresentação do primeiro caminhão movido à energia elétrica da América Latina. O veículo utilizado para aplicação da nova tecnologia foi o leve Daily 55C que, a partir de outubro, poderá ser adquirido na versão cabine dupla também lançada hoje.

O projeto do caminhão leve Daily Elétrico, que ganha a denominação 55C/E, foi desenvolvido em parceria pelas duas empresas na busca da emissão zero de poluentes para o transporte de cargas.

O Daily Elétrico com 3.750mm de entre eixos é equipado com três baterias de 150 kg cada, tem autonomia de 100 quilômetros com carga completa e desenvolve velocidade máxima de 70 km/h. Vazio, a velocidade máxima chega a 85 km/h. O tempo de recarga da bateria do tipo Zebra Z5 (Zeolite Battery Research Africa Project) é de oito horas.

Pelos cálculos da engenharia da Iveco, baseados no preço de kW/hora fornecido pela Itaipu, o custo com energia para uma operação de 100 quilômetros seria de aproximadamente R$ 17,00. Para o mesmo veículo a diesel, este custo seria de cerca de R$ 27,00.

"A pergunta de ouro neste momento seria: o menor custo de abastecimento compensaria o custo de aquisição que, provavelmente, em um primeiro momento pelo menos, será maior? Ou ainda, haveria algum tipo de incentivo ou subsídio para a eletricidade usada para reduzir a emissão de poluentes nos veículos?", questiona Marcello Motta, engenheiro responsável pela área de veículos leves da Iveco.

O gerente de frota da Rapidão Cometa, Genilson Vilela, presente no lançamento, disse que sua empresa está interessada na utilização do veículo para distribuição urbana em grandes centros. A principal motivação, segundo ele, é a economia. Em seguida vem a questão ambiental.

Após a conclusão dos testes do modelo, planeja-se um lote especial do Daily Elétrico para comercialização aos parceiros de desenvolvimento e clientes pré-selecionados. Eles serão produzidos em um galpão especialmente preparado para esta tarefa dentro da usina de Itaipu (onde já é montado o Fiat Palio Elétrico). A Iveco não divulgou o preço do novo veículo.

FICHA TECNICA

Daily Elétrico (protótipo)
Modelo: 55C/E Cabine Dupla
Sistema de Propulsão: motor elétrico MES-DEA de corrente alternada, tipo assíncrono, trifásico, controlado pelo inversor de potência e refrigerado a água. Com 40kW (54 cv) de potência nominal e torque de 129 Nm a 2.950 rpm. Pico de potência a 80 kW (108 cv) e pico e torque de 300 Nm a 2.950 rpm.
Velocidade máxima: 70 km/h (carregado) a 85 km/h (sem carga)
Comprimento: 6,9 metros
Entre-Eixos: 3.750 mm
Peso Bruto Total: 5,5 toneladas
Carga Útil: 2,5 toneladas
Baterias: 3 baterias do tipo Zebra Z5
Autonomia: 100 km
Recarga de bateria: 8 horas (a partir da bateria totalmente descarregada)
Tração: traseira

fonte:http://www.cargapesada.com.b

Pedágio na Rio-Bahia, custará R$ 2,21

Fonte:
Estradas
31/8/2009



O ministro dos transportes Alfredo Nascimento irá a Bahia assinar contratos para privatização de BRs no Estado. Serão recuperados os trechos Feira de Santana – divisa Bahia e Minas Gerais (BR-116), com extensão de 554,1 km; Salvador - Feira de Santana (BR-324), com 113,2 km; entrada da BA-324-entrada da BA-528 (BA-526), com 9,3 km; e entrada da BA-526-acesso Base Naval de Aratu (BA-528), com quatro quilômetros.
Vitória da Conquista – Cândido Sales – Planalto - Poções

As praças de pedágio mais próximas de Vitória da Conquista estarão localizadas em Veredinha e entre as cidades de Planalto e Poções. Outros cinco pontos ficarão localizados em Simões Filho/ Candeias; Jacuípe/Amélia Rodrigues; Santo Estêvão/BR-242; Milagres/Brejões e Jequié/Manuel Vitorino.

O governo federal anunciou investimentos em obras e serviços da ordem de R$ 1,9 bilhão, sendo que R$ 68 milhões deverão ser investidos antes mesmo do início da cobrança da tarifa nas praças de pedágio.

Crise na Receita pode atrasar licitações e prazos nos portos

Fonte:
DCI
31/8/2009



Apenas 17 scanners capazes de verificar o conteúdo de contêineres de cargas estão em atividade no Brasil, quando dentro de pouco mais de dois anos, vencerá o prazo dado pelos Estados Unidos para o recebimento de cargas totalmente vistoriadas nos portos de origem. A Receita Federal está licitando a compra de 37 equipamentos, porém o processo que vem se arrastando há meses, pode sofrer um atraso maior, em função de sua atual crise administrativa.
Quatro consórcios estão no aguardo do resultado da licitação que envolve cerca de R$ 255 milhões, para a compra dos superscanners pelo órgão federal. Estão no páreo, a Ebco Systems em parceria com a inglesa Smiths Heimann, a associação entre a chinesa Nuctech Company com a VMI Sistemas de Segurança, a Rapiscan do Brasil, representante da norte-americana Rapiscan Systems mais a IB Tecnologia, e, finalmente a Science Applications International como par da Teletronic Comércio de Equipamentos de Segurança, conforme informou Receita Federal ao DCI.

Os equipamentos capazes de vistoriar um grande volume de cargas, serão destinados aos postos da Receita em portos e rodovias espalhados pelo País. Ainda sem prazo definido para uma decisão, a aquisição é necessária a adequação brasileira as exigências de segurança internacional.

No ano passado, o processo para a aquisição ficou parado por mais de oito meses, enquanto passava por um vai e vem de ações judiciais, sobre a oficialização de quem seriam as concorrentes, sendo que em maio deste ano, foi retomado. "O processo licitatório encontra-se na fase de análise dos recursos e impugnações relativos à Fase de Habilitação", respondeu a Receita à reportagem na semana passada.

Sobre o desfecho da concorrência, com a proximidade de 2012, a Receita informou que não há data definitiva para a divulgação do resultado. O órgão colocou ainda que os autos do processo estarão disponíveis para vistas após a divulgação do julgamento referente aos recursos e impugnações apresentados durante a realização da concorrência.

Concorrência

Um dos grupos a cumprir as exigências da licitação, o Ebco-Smiths. Segundo a Ebco, ela "se preparou, com investimentos financeiros e em recursos humanos, para ter condições de atender às exigências da Receita Federal nesta licitação". A empresa afirmou ainda possui uma expectativa positiva em relação a uma possível vitória no processo, no qual crê que haverá um desfecho em breve.

De acordo Luiz Cláudio Santoro, diretor-presidente da Ebco Systems, a empresa possui hoje um parque de 1,6 mil equipamentos instalados, tanto em empresas do setor público, como no privado. "A companhia cresceu cerca de 20% ao ano, nestes últimos anos, ao ampliar a atuação em diversos setores", contabilizou o executivo.

A Ebco atua nos segmentos de inspeção e segurança, destinados não só a operações de segurança pública, mas também no controle de qualidade na verificação de resíduos e impurezas em alimentos. Conforme explicou a corporação, há no País potencial reprimido em na área de tecnologia de segurança, o que deve acirrar a disputa entre fabricantes que desejam ingressar neste mercado.

Para se ter uma idéia, considerando o volume de cargas exportadas pelos portos brasileiros e o número de equipamentos em operação, são inspecionados cerca de 5% do total de contêineres embarcados ou desembarcados.

A crescente exigência do comércio internacional em relação à segurança, o País terá de correr para se adaptar às atuais exigências, sendo que cada um dos equipamentos, custa em média US$ 5 milhões.

Existem no Brasil 13 aparelhos, de geração anterior e outros quatro mais modernos. Entre os de última geração está um comprado pelo Porto de Navegantes - boa parte dos scanners, tiveram aporte de empresas privadas, embora sempre haja a necessidade de um fiscal da Receita, presente às operações. Fontes disseram que os aparelhos de propriedade da Receita, ficam nos pontos de maior fluxo, mas eventualmente vão atender outras operações em forma de "rodízio".