24 de mai. de 2010

BC: mercado eleva estimativa de avanço do PIB para 6,46%

Portal Terra

A mediana das previsões do mercado brasileiro para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano aumentou para 6,46%, contra 6,30% na semana passada, mostrou o relatório Focus divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira.

Esta foi a 10ª elevação consecutiva na projeção dos analistas consultados semanalmente pela autoridade monetária. Para 2011, a estimativa se manteve em alta de 4,5%.

No entanto, a expectativa para a inflação neste ano também ficou maior. A mediana para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) este ano passou para alta de 5,67%, ante 5,54% na semana anterior - a 18ª elevação seguida.

A mediana para a Selic no fim do ano seguiu em 11,75%, enquanto a taxa de câmbio permaneceu estimada em R$ 1,80. De acordo com o levantamento mais recente, a Selic deve encerrar o próximo ano em 11,50%, projeção inaletarda ante a divulgação anterior.

A meta de inflação perseguida pelo governo tanto em 2010 como em 2011 é de 4,5, com tolerância de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

Equipe econômica recomenda que Lula vete reajuste de 7,7% a aposentados

Equipe econômica recomenda que Lula vete reajuste de 7,7% a aposentados

Yara Aquino

Repórter da Agência Brasil


Brasília - A equipe econômica do governo recomendou hoje (24) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que vete o reajuste de 7,7% para aposentados e pensionistas da Previdência Social que ganham mais de um salário mínimo. O presidente Lula ainda irá analisar o assunto.

As razões da equipe econômica para a defesa do veto foram expostas ao presidente durante a reunião de coordenação política pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega, do Planejamento, Paulo Bernardo e da Previdência, Carlos Eduardo Gabas.

“Nossa posição foi de que se mantivesse o veto por questões de manter a solidez orçamentária do governo pensando nos gastos públicos, pensado não tanto no presente, também no futuro, que a gente mantivesse essa decisão de não aumentar o gasto nessa rubrica que é a mais alta do governo”, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Paulo Bernardo voltou a repetir que o compromisso de governo com as centrais sindicais foi de conceder um reajuste de 6,14%. “Se tivermos alternativa de manter esse compromisso, vamos fazer.”

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou que Lula buscará uma decisão que cumpra a responsabilidade fiscal e disse que o presidente não se deixará contaminar pela proximidade do período eleitoral ao decidir ou não pelo veto ao reajuste.

“O presidente, em nenhum momento, deixará que o clima eleitoral venha interferir na decisão. Já vetamos matérias como essa em campanhas eleitorais anteriores e não prejudicou a reeleição do presidente. Qualquer decisão que ele tomar vai tomar preocupado com a responsabilidade fiscal", disse.

Em relação ao fator previdenciário, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse, ao lado de Guido Mantega, que o presidente Lula decidiu pelo veto. Um pouco depois, ao falar com a imprensa, Alexandre Padilha, afirmou que ainda não há uma posição final de Lula sobre o assunto.

A proposta enviada pelo governo ao Congresso Nacional previa reajuste de 6,14% aos aposentados que recebem mais de um salário mínimo, mas o percentual foi alterado para 7,7%. Lula tem até o dia 1º de junho para tomar uma decisão, data em que o texto perde a validade.

Apesar do anúncio de greve, ônibus circulam pela cidade

Apesar do anúncio de greve, ônibus circulam pela cidade

Seis ônibus de uma mesma empresa tiveram os retrovisores quebrados.
Policiamento foi reforçado em vários pontos do Rio.

Do Bom Dia Rio

O anúncio de uma greve de ônibus para as primeiras horas desta segunda-feira (24) deixou de sobreaviso quem precisa circular pela cidade.Durante a madrugada, a equipe do Bom Dia Rio percorreu as ruas para saber como estava a situação. Quem precisou voltar pra casa depois da meia-noite enfrentou problemas. Mas no início da manhã, ônibus trafegavam em vários pontos da cidade.

Um balanço sobre a adesão deve ser divulgado ainda nesta manhã.

Na Avenida Presidente Vargas, uma das movimentadas do Centro da cidade, a imagem era desoladora para quem não via a hora de chegar em casa. Quem tentou pegar um ônibus no terminal da Central do Brasil, precisou enfrentar longas filas. A Polícia Militar aumentou o patrulhamento.

No Engenho de Dentro, na Zona Norte, na porta de uma garagem, carros da polícia ficaram de prontidão para evitar confusão.

O reforço teve uma explicação. Às 3h30, os ônibus de uma empresa que circulam pelo Centro da cidade e pela Zona Sul começaram a sair. Segundo a polícia, os PMs foram para o local para garantir a ordem e permitir que quem quisesse pudesse trabalhar.

De acordo com a Transurb, os 155 ônibus da companhia vão rodar normalmente nesta segunda-feira (24).

Em São Cristóvão, seis carros das linhas 462 e 463 da Real tiveram os retrovisores quebrados para não circular.

Por volta das 5h, alguns ônibus circulavam pela Praça da Bandeira, na Zona Norte do Rio.

Esquema especial

No domingo (23), representantes das empresas de ônibus, da prefeitura e do governo do estado do Rio se reuniram para montar um esquema especial na tentativa de minimizar os transtornos à população carioca.

De acordo com a Secretaria municipal de Transportes, em caso de confirmação da greve, o efetivo da CET-Rio e da Guarda Municipal será reforçado nas ruas, para gerar maior fluidez no trânsito – que deve contar com um maior número maior de veículos de passeio.

A Secretaria estadual de Transportes também solicitou às concessionárias de trens, metrôs e barcas que atuem com a capacidade máxima ao longo desta segunda.

Já os representantes da Rio Ônibus e da Fetranspor entraram na Justiça com pedido para julgamento da ilegalidade da greve e aguardam decisão.

O município do Rio conta com cerca de 900 linhas de ônibus em circulação, com média diária de 3,4 milhões de passageiros, de acordo com a Secretaria municipal de Transportes.