Fonte:
Diário de Maringá
30/7/2009
“Todo mundo põe carga a mais e isso acaba com o asfalto. As transportadoras exigem o excesso de peso e se o caminhoneiro não concorda, acaba perdendo o frete”.
O desabafo é de um motorista da região de Maringá que pediu para não ser identificado. “Dependo da transportadora. Se me identificar, meu emprego fica em jogo”, justifica.
Ele reclama da falta de fiscalização nas rodovias e do risco de carregar carga acima do permitido pela legislação. “Vou citar um exemplo: um caminhão que pode carregar 27 mil quilos, está carregando 40 mil.
Um bitrem, com capacidade para 37,5 mil quilos, é lotado com 60 mil”, completa. Na avaliação do motorista, é preciso fazer blitze e que a fiscalização exija nota fiscal para garantir o cumprimento da lei.
O presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens de Maringá e Região, Osvaldo Reginato, confirma a reclamação dos motoristas.
“As empresas pressionam para carregar mais carga e, como não há fiscalização, o caminhoneiro acaba aceitando para não ficar sem trabalho”, diz. O sindicalista reclama da falta de acordo entre o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e a Polícia Rodoviária Federal. “Mas o sindicato tem cobrado este acordo”, acrescenta.
Os caminhões que trafegam com excesso de carga são os principais causadores da degradação das rodovias. Aliado a isso, a chuva dos último dias agrava a situação.
A região de Maringá conta com duas balanças para pesar cargas de caminhões. Uma delas, na BR-376 entre Nova Esperança e Paranavaí, estava desativada desde maio, quando a Justiça Federal ordenou a volta dos policiais rodoviários federais, em substituição aos estaduais.
Sem convênio com o DER, a Polícia Rodoviária Federal não autuava as irregularidades. A outra, na PR-317, entre Peabiru e Campo Mourão, está funcionando sem interrupção por estar em rodovia estadual.
O superintendente da Regional Noroeste do DER, Octávio José Silveira da Rocha, afirma que a instituição “foi pega de surpresa com a federalização da fiscalização”. Ele diz que o maior problema ocorreu na BR-376, uma rodovia federal.
“Nomeamos três agentes para trabalhar naquele posto de pesagem em forma de revezamento”, afirma. A balança voltou a funcionar na última segunda-feira.
Agora, o estrago do asfalto é a maior preocupação do DER. “No inverno, ocorre a retração do pavimento asfáltico e isso aumenta a fissura. É uma coisa normal, mas com o excesso de carga, essas fissuras se transformam no início dos buracos”, diz.
Balança voltou
O gerente de operações da Viapar, Luciano Mendes, destaca que, em dois dias de funcionamento da balança na BR-376, foram lavradas seis multas por excesso de carga. “Uma dessas multas ficou acima de R$ 2 mil.
O caminhão estava com um excesso de 4,5 mil quilos”, explica. “O sobrepeso, além de causar dano ao pavimento, reduzindo a vida útil do asfalto, traz risco à segurança dos usuários das rodovias. Sem falar nos problemas que causa ao veículos, pois afeta o sistema de freio e suspensão e os pneus, entre outras coisas”, completa.
As empresas que administram frete dizem que tomam cuidado para que não haja sobrepeso. “Preferimos colocar carga abaixo da capacidade do caminhão. Deixamos uma margem de segurança. É também uma forma de preservar nossa frota, dá menos manutenção”, declara a gerente de uma empresa de transporte de cargas em Maringá.
31 de jul. de 2009
Operadoras criam opções para atender os pequenos
Fonte:
Valor Econômico
31/7/2009
Em tempos bicudos, os operadores logísticos trabalham na criação de bases para a retomada do comércio exterior. A bola da vez está no mercado de pequenas e médias empresas. A estratégia é reforçar os laços com os negócios de menor porte, dar apoio consultivo às operações de importação e exportação e oferecer condições diferenciadas. Entre os principais ganhos para os empresários brasileiros está a possibilidade de terceirizar toda a operação logística, incluindo a burocracia, para os parceiros de negócios. "Nossa equipe cuida do desembaraço na alfândega. O cliente reduz o tempo de entrega ou de recebimento do produto e ganha competitividade no mercado", afirma Juliana Vasconcelos, diretora de marketing da DHL Express.
A DHL lançou um serviço aduaneiro porta a porta, mantém equipe com 20 consultores capazes de orientar todo o processo de importação e exportação, da origem até o destino, sem o envolvimento de terceiros na operação. "Uma das vantagens é a previsão do valor da remessa. Está tudo incluso no frete e o empresário sabe exatamente quanto vai custar a operação, sem valores adicionais para serviços de despacho", explica.
A intensificação no atendimento a empresas de menor porte é uma estratégia anticíclica das empresas de logística. De acordo com dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as exportações brasileiras registradas entre janeiro de 2009 e a terceira semana de julho tiveram queda média de 22,7% no volume exportado por dia útil, quando comparadas às operações realizadas no mesmo período de 2008. As importações também foram impactadas, com queda de 29,6%. Como resultado, a Infraero registrou queda de 36% no volume de cargas importadas e de 30% nas exportadas.
Além de fidelizar clientes e de ampliar as possibilidades de negócios, os serviços oferecidos pela DHL e suas concorrentes são aliados importantes para quem pretende explorar oportunidades no mercado global. Apesar da queda na demanda internacional, quem se aventurou na seara das exportações, antes do estouro da crise, tenta manter os clientes para não ver os esforços empreendidos em promoção escorrerem pelo ralo.
Nas importações, existem bons negócios para quem tem dinheiro em mãos e quer aproveitar as expectativas de retomada do mercado interno para expandir e modernizar a empresa. "É difícil para uma companhia de menor porte manter uma equipe focada no comércio exterior. Criamos mecanismos para atender este filão e, ao mesmo tempo, informá-lo sobre as condições para atuar no mercado global", afirma Jane Nunes, gerente de vendas para a América Latina da Fedex.
A empresa iniciou em 2005 no Brasil o programa Pymex, iniciativa que facilita o acesso de pequenas e médias empresas na América Latina e Caribe ao mercado global. O pacote compreende a oferta de seminários, consultoria especializada, desenvolvimento de embalagens, descontos que podem chegar a 40% no frete e acompanhamento da carga via internet. "Com mais informação, o empresário pode escapar de verdadeiras roubadas na hora de importar ou exportar. A falta de conhecimento sobre regras para envio de produtos pode culminar na perda da mercadoria", avisa Jane, lembrando que a falta de informação também pode inviabilizar a retirada de produtos na alfândega brasileira.
"Algumas taxas de impostos e serviços de despacho acrescem o preço da mercadoria, tornando-a um peso para o importador."
Juliana, da DHL Express, lembra que as mudanças constantes nas regras alfandegárias, que incluem a intensificação de barreiras em tempos de crise, são dificuldades com as quais as empresas precisam lidar. "Nem sempre os empresários estão preparados para cuidar disso."
Outra facilidade, segundo ela, está no rastreamento das remessas internacionais. "O cliente acompanha em tempo real a mercadoria. Sabe o que tem para receber e se há documentos para providenciar. Na importação, possui o detalhamento da entrega do que exportou, sendo mais eficiente no atendimento ao cliente."
Nas exportações até US$ 50 mil, a Fedex prepara toda a documentação de exportação para os clientes, faz a liberação da carga e é capaz de entregar o pedido na porta do importador, em seu país de destino. "Basta solicitar a coleta pela internet, que nos responsabilizamos por todos os processos. O cliente cuida apenas da cobrança", explica Jane.
Nas importações até US$ 3 mil, o desembaraço alfandegário também é automático. "Para volumes maiores, o cliente pode optar pelos profissionais da Fedex ou contratar um despachante próprio", afirma ela.
A estratégia de atendimento focado em pequenas e médias trouxe frutos promissores para a UPS. A empresa viu a carteira de clientes do segmento crescer 7% na comparação entre 2007 e 2008 e, apesar do arrefecimento da demanda global, tem mantido as empresas conquistadas em sua base. Oferece atendimento diferenciado aos negócios de menor porte por meio de uma central de atendimento, que está preparada para estudar cada caso de importação ou exportação. "Nos primeiros três meses de contrato, acompanhamos o cliente de perto, dando a ele toda a assessoria necessária para iniciar suas operações de comércio exterior", afirma Kátia Tavares, gerente de marketing da UPS para o Mercosul.
Entre os diferenciais, emite certificado de origem para mercadorias do setor têxtil, desenvolve embalagens especiais em seus laboratórios e acompanha mercadorias que vão e voltam para o destino.
"O serviço é utilizado, por exemplo, por clientes que enviam amostras ao exterior. Enviamos a mercadoria, recolhemos e trazemos de volta em uma mesma tarifa de frete", comenta Kátia. Para importações até 70 quilogramas, o despacho é automático. Acima deste limite, a UPS também oferece despachante. "Para complementar o atendimento, lançamos em abril o serviço doméstico. Com isso, ofereceremos condições mais atrativas ao segmento de pequenas e médias", conta a executiva.
Já os Correios são concorrentes de peso no segmento de pequenas e micro empresas. Neste caso, a capilaridade é imbatível. "Estamos presentes em todas as cidades brasileiras", lembra Djalma Lapuente da Rosa, gerente corporativo de negócios internacionais. A companhia mantém os programas Exporta Fácil e Importa Fácil. Na exportação, os Correios garantem facilidades para empresas e pessoas físicas (como artesãos e agricultores). Entre elas, o preenchimento dos documentos necessários, apoio consultivo para os pequenos exportadores e tarifas especiais para mercadorias que possuem tempo maior para chegada no destino. "Em cada agência temos profissionais preparados para auxiliar o exportador na documentação e na definição do tipo de remessa. Com isto, é possível reduzir custos com frete", afirma. Segundo ele, entre 2007 e 2008, o volume de exportações realizadas pela companhia cresceu 8,74%.
Já o Importa Fácil tem entre as missões a de simplificar o trâmite para importação de equipamentos e insumos por cientistas e pesquisadores brasileiros. Pelo programa, os produtos necessários para pesquisa com valor até US$ 10 mil têm isenção de taxas de importação, facilidade nos trâmites alfandegários e entrega rápida da encomenda em todo o território nacional. "Este é um programa importante para incubadoras e pequenas empresas de pesquisa",
Valor Econômico
31/7/2009
Em tempos bicudos, os operadores logísticos trabalham na criação de bases para a retomada do comércio exterior. A bola da vez está no mercado de pequenas e médias empresas. A estratégia é reforçar os laços com os negócios de menor porte, dar apoio consultivo às operações de importação e exportação e oferecer condições diferenciadas. Entre os principais ganhos para os empresários brasileiros está a possibilidade de terceirizar toda a operação logística, incluindo a burocracia, para os parceiros de negócios. "Nossa equipe cuida do desembaraço na alfândega. O cliente reduz o tempo de entrega ou de recebimento do produto e ganha competitividade no mercado", afirma Juliana Vasconcelos, diretora de marketing da DHL Express.
A DHL lançou um serviço aduaneiro porta a porta, mantém equipe com 20 consultores capazes de orientar todo o processo de importação e exportação, da origem até o destino, sem o envolvimento de terceiros na operação. "Uma das vantagens é a previsão do valor da remessa. Está tudo incluso no frete e o empresário sabe exatamente quanto vai custar a operação, sem valores adicionais para serviços de despacho", explica.
A intensificação no atendimento a empresas de menor porte é uma estratégia anticíclica das empresas de logística. De acordo com dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as exportações brasileiras registradas entre janeiro de 2009 e a terceira semana de julho tiveram queda média de 22,7% no volume exportado por dia útil, quando comparadas às operações realizadas no mesmo período de 2008. As importações também foram impactadas, com queda de 29,6%. Como resultado, a Infraero registrou queda de 36% no volume de cargas importadas e de 30% nas exportadas.
Além de fidelizar clientes e de ampliar as possibilidades de negócios, os serviços oferecidos pela DHL e suas concorrentes são aliados importantes para quem pretende explorar oportunidades no mercado global. Apesar da queda na demanda internacional, quem se aventurou na seara das exportações, antes do estouro da crise, tenta manter os clientes para não ver os esforços empreendidos em promoção escorrerem pelo ralo.
Nas importações, existem bons negócios para quem tem dinheiro em mãos e quer aproveitar as expectativas de retomada do mercado interno para expandir e modernizar a empresa. "É difícil para uma companhia de menor porte manter uma equipe focada no comércio exterior. Criamos mecanismos para atender este filão e, ao mesmo tempo, informá-lo sobre as condições para atuar no mercado global", afirma Jane Nunes, gerente de vendas para a América Latina da Fedex.
A empresa iniciou em 2005 no Brasil o programa Pymex, iniciativa que facilita o acesso de pequenas e médias empresas na América Latina e Caribe ao mercado global. O pacote compreende a oferta de seminários, consultoria especializada, desenvolvimento de embalagens, descontos que podem chegar a 40% no frete e acompanhamento da carga via internet. "Com mais informação, o empresário pode escapar de verdadeiras roubadas na hora de importar ou exportar. A falta de conhecimento sobre regras para envio de produtos pode culminar na perda da mercadoria", avisa Jane, lembrando que a falta de informação também pode inviabilizar a retirada de produtos na alfândega brasileira.
"Algumas taxas de impostos e serviços de despacho acrescem o preço da mercadoria, tornando-a um peso para o importador."
Juliana, da DHL Express, lembra que as mudanças constantes nas regras alfandegárias, que incluem a intensificação de barreiras em tempos de crise, são dificuldades com as quais as empresas precisam lidar. "Nem sempre os empresários estão preparados para cuidar disso."
Outra facilidade, segundo ela, está no rastreamento das remessas internacionais. "O cliente acompanha em tempo real a mercadoria. Sabe o que tem para receber e se há documentos para providenciar. Na importação, possui o detalhamento da entrega do que exportou, sendo mais eficiente no atendimento ao cliente."
Nas exportações até US$ 50 mil, a Fedex prepara toda a documentação de exportação para os clientes, faz a liberação da carga e é capaz de entregar o pedido na porta do importador, em seu país de destino. "Basta solicitar a coleta pela internet, que nos responsabilizamos por todos os processos. O cliente cuida apenas da cobrança", explica Jane.
Nas importações até US$ 3 mil, o desembaraço alfandegário também é automático. "Para volumes maiores, o cliente pode optar pelos profissionais da Fedex ou contratar um despachante próprio", afirma ela.
A estratégia de atendimento focado em pequenas e médias trouxe frutos promissores para a UPS. A empresa viu a carteira de clientes do segmento crescer 7% na comparação entre 2007 e 2008 e, apesar do arrefecimento da demanda global, tem mantido as empresas conquistadas em sua base. Oferece atendimento diferenciado aos negócios de menor porte por meio de uma central de atendimento, que está preparada para estudar cada caso de importação ou exportação. "Nos primeiros três meses de contrato, acompanhamos o cliente de perto, dando a ele toda a assessoria necessária para iniciar suas operações de comércio exterior", afirma Kátia Tavares, gerente de marketing da UPS para o Mercosul.
Entre os diferenciais, emite certificado de origem para mercadorias do setor têxtil, desenvolve embalagens especiais em seus laboratórios e acompanha mercadorias que vão e voltam para o destino.
"O serviço é utilizado, por exemplo, por clientes que enviam amostras ao exterior. Enviamos a mercadoria, recolhemos e trazemos de volta em uma mesma tarifa de frete", comenta Kátia. Para importações até 70 quilogramas, o despacho é automático. Acima deste limite, a UPS também oferece despachante. "Para complementar o atendimento, lançamos em abril o serviço doméstico. Com isso, ofereceremos condições mais atrativas ao segmento de pequenas e médias", conta a executiva.
Já os Correios são concorrentes de peso no segmento de pequenas e micro empresas. Neste caso, a capilaridade é imbatível. "Estamos presentes em todas as cidades brasileiras", lembra Djalma Lapuente da Rosa, gerente corporativo de negócios internacionais. A companhia mantém os programas Exporta Fácil e Importa Fácil. Na exportação, os Correios garantem facilidades para empresas e pessoas físicas (como artesãos e agricultores). Entre elas, o preenchimento dos documentos necessários, apoio consultivo para os pequenos exportadores e tarifas especiais para mercadorias que possuem tempo maior para chegada no destino. "Em cada agência temos profissionais preparados para auxiliar o exportador na documentação e na definição do tipo de remessa. Com isto, é possível reduzir custos com frete", afirma. Segundo ele, entre 2007 e 2008, o volume de exportações realizadas pela companhia cresceu 8,74%.
Já o Importa Fácil tem entre as missões a de simplificar o trâmite para importação de equipamentos e insumos por cientistas e pesquisadores brasileiros. Pelo programa, os produtos necessários para pesquisa com valor até US$ 10 mil têm isenção de taxas de importação, facilidade nos trâmites alfandegários e entrega rápida da encomenda em todo o território nacional. "Este é um programa importante para incubadoras e pequenas empresas de pesquisa",
30 de jul. de 2009
Funcionários dos Correios protestam contra projeto que revê monopólio do serviço postal
CIRC. 272/2009
Rio de janeiro, 28 de julho de 2009
Funcionários dos Correios protestam contra projeto
que revê monopólio do serviço postal
Funcionários dos Correios fizeram no dia 23 de julho, uma passeata pelo centro do Rio de Janeiro, contra o Projeto de Lei 3.677, de 2008, que prevê uma revisão no regime de monopólio da União no serviço postal. O projeto, do deputado Regis de Oliveira (PSC-SP), tramita na Câmara dos Deputados.
Segundo os empregados dos Correios, o projeto de lei quebrará o monopólio da empresa estatal. Já o deputado informou que o projeto propõe apenas a atuação de empresas privadas em serviços não prestados pelos Correios e a regulamentação de alguns serviços de entrega já realizados hoje, como aqueles feitos por motoboys.
Ana Zélia Almeida, secretária-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos no Rio, disse que a proposta representará uma privatização do serviço postal no Brasil e que isso prejudicará a entrega de correspondência em locais remotos do país.
Já o autor do projeto, deputado Regis de Oliveira, diz que os funcionários dos Correios não entenderam o teor do texto. Segundo ele, a idéia não é substituir a empresa estatal, mas apenas definir aquilo que é função dos Correios e aquilo que não é, e que, portanto, pode ser executado por empresas privadas.
"Existem algumas atividades que os Correios não fazem. Por exemplo, quando você quer pegar imediatamente a assinatura de alguém para um documento, que está do outro lado da cidade de São Paulo, os Correios não fazem isso. Então, ao lado disso, nasceu uma atividade paralela que tem que ser disciplinada. E, além disso, onde eventualmente os Correios não chegarem, fica livre para essas empresas", disse o deputado.
Tanto a representante dos funcionários dos Correios quanto o deputado afirmaram que, em breve, haverá uma audiência pública para discutir o projeto de lei, que ainda está no início do processo de tramitação.
Rio de janeiro, 28 de julho de 2009
Funcionários dos Correios protestam contra projeto
que revê monopólio do serviço postal
Funcionários dos Correios fizeram no dia 23 de julho, uma passeata pelo centro do Rio de Janeiro, contra o Projeto de Lei 3.677, de 2008, que prevê uma revisão no regime de monopólio da União no serviço postal. O projeto, do deputado Regis de Oliveira (PSC-SP), tramita na Câmara dos Deputados.
Segundo os empregados dos Correios, o projeto de lei quebrará o monopólio da empresa estatal. Já o deputado informou que o projeto propõe apenas a atuação de empresas privadas em serviços não prestados pelos Correios e a regulamentação de alguns serviços de entrega já realizados hoje, como aqueles feitos por motoboys.
Ana Zélia Almeida, secretária-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos no Rio, disse que a proposta representará uma privatização do serviço postal no Brasil e que isso prejudicará a entrega de correspondência em locais remotos do país.
Já o autor do projeto, deputado Regis de Oliveira, diz que os funcionários dos Correios não entenderam o teor do texto. Segundo ele, a idéia não é substituir a empresa estatal, mas apenas definir aquilo que é função dos Correios e aquilo que não é, e que, portanto, pode ser executado por empresas privadas.
"Existem algumas atividades que os Correios não fazem. Por exemplo, quando você quer pegar imediatamente a assinatura de alguém para um documento, que está do outro lado da cidade de São Paulo, os Correios não fazem isso. Então, ao lado disso, nasceu uma atividade paralela que tem que ser disciplinada. E, além disso, onde eventualmente os Correios não chegarem, fica livre para essas empresas", disse o deputado.
Tanto a representante dos funcionários dos Correios quanto o deputado afirmaram que, em breve, haverá uma audiência pública para discutir o projeto de lei, que ainda está no início do processo de tramitação.
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