Fonte:
Folha de S. Paulo
13/8/2009
O número de roubos de carga bateu novo recorde no primeiro semestre do ano. Houve 23% mais ocorrências entre janeiro e junho do que no mesmo período de 2008. Em valores, o crescimento percentual foi semelhante e chegou a R$ 134,2 milhões em cargas roubadas neste ano no Estado.
De acordo com a Fenseg (Federação Nacional dos Seguros Gerais), o percentual de sinistros sobre as cargas seguradas (roubadas) atingiu 90% de janeiro a maio. A situação é tão grave que algumas seguradoras têm saído da área ou se recusado a fazer apólices de empresas de setores como eletroeletrônicos, celulares e medicamentos.
Os dados sobre o aumento no roubo a carga são do Setcesp (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo), baseados em números da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Pelo Estado circulam 53% das cargas transportadas no país, porém apenas a secretaria paulista fornece às entidades do setor informações sobre os roubos para análise.
Crise
O aumento no número de roubos começou no segundo semestre do ano passado. A crise econômica, dizem os especialistas, tem sido responsável por essa alta, porém o desemprego não é o principal gatilho do problema.
"Houve aumento na demanda de receptação de mercadoria roubada", diz Artur Santos, diretor da Mapfre Seguros. "Não há roubo de carga sem encomenda e não se veem televisores ou equipamentos eletrônicos caros nos camelôs da rua 25 de Março. Quando se olha o roubo de carga é que às vezes se entendem algumas promoções agressivas do varejo."
Com a nova alta, o índice de sinistros em cargas seguradas, que no fim de 2008 estava em 62%, subiu para 83% no primeiro trimestre. No número mais recente, que inclui maio, chegou a 90%.
"Se as seguradoras dependessem apenas dos seguros de frete para sobreviver, estariam quebradas", diz Santos. "Como 9 em cada 10 cargas seguradas são roubadas, se forem colocadas despesas de administração e comissão do corretor, as contas não fecham."
Com isso, as seguradoras têm se recusado a fazer apólices de determinadas cargas. "Não aceitamos determinados riscos, alguns, só sob restrições, e, no caso de eletrônicos, as condições têm de ser especialíssimas", diz Santos. "As empresas têm participação obrigatória, não indenizamos 100% do valor e tem de haver sistemas redundantes de segurança."
Isso porque, dizem os especialistas, não há sistema de segurança inviolável. Rastreadores e sistemas de proteção são desarmados com outras ferramentas tecnológicas, facilmente encontráveis na cidade. "Na semana passada, demos uma batida atrás de um caminhão roubado e, quando chegamos ao galpão, havia apenas o equipamento de localização", diz Itagiba Franco, delegado da Divecar (Divisão de Investigações sobre Furtos e Roubos de Veículos e Cargas). "A carga e o caminhão não estavam lá."
Com o aumento nos roubos, os custos e o trabalho para as empresas são redobrados. Na corretora Marsh, os formulários de seguro, que continham duas páginas, agora têm 16.
"As seguradoras passaram a olhar com mais cuidado o cliente", diz Sérgio Caron, gerente da Marsh. "Querem que ele explique a logística, onde estão as fábricas, se o produto é componente ou acabado. Tudo será questionado e cobrado."
Segundo Paulo Roberto de Souza, coronel reformado do exército e assessor de segurança da federação e da associação nacional de transportes, os custos com seguros e medidas de gerenciamento de risco das empresas giram entre 12% e 15% com relação ao faturamento anual, em média. "Mas conheço empresas de grande porte nas quais o valor chega a 17% do total", diz Souza.
Souza não é o único coronel do exército recrutado pelas transportadoras. Infiltrados nas operações logísticas, profissionais de segurança são contratados para construir a inteligência do transporte. "Eles têm total autonomia sobre a logística", diz Caron
14 de ago. de 2009
Cresce uso de blindados e de rastreamento
onte:
Folha de S. Paulo
13/8/2009
Da aproximação do poder público ao uso de blindados, as soluções encontradas pelas empresas para o aumento de roubo de cargas vão em todas as direções. Uma empresa de telefonia celular, por exemplo, tem transportado os aparelhos, produzidos numa fábrica a 200 quilômetros de São Paulo, em carros blindados, segundo sua seguradora.
Já as fabricantes de medicamentos, um dos setores mais visados pelos ladrões, conseguiu a aprovação de uma lei federal que colocará um código de barras bidimensional nas embalagens.
"A intenção é inibir o repasse das mercadorias roubadas", diz Marcelo Liebhardt, gerente de assuntos econômicos da Interfarma. "Será mais fácil de determinar onde aconteceu o roubo, os caminhos dos produtos roubados e evitar a venda."
Recentemente, a federação das transportadoras e a Fiesp também se reuniram com a Secretaria de Segurança Pública para buscar alternativas ao problema. Além de priorizar o combate à receptação, a secretaria resolveu colocar juntas as delegacias de roubo de cargas e a de fraudes em seguradoras.
"A nota fiscal eletrônica e a rastreabilidade dos produtos, com códigos de barras, ajudarão a diminuir os roubos", diz Paulo Roberto de Souza, assessor de segurança da federação e da associação nacional de transportes.
Por: Cristiane Barbieri
Nota de esclarecimento:
Com relação à matéria publicada ontem (12/08) no Jornal Folha de S. Paulo, o assessor de segurança da NTC&Logística, da Fetcesp e do Setcesp, coronel Paulo Roberto de Souza, afirma que os dados utilizados pelo jornal não são os oficiais divulgados pelas entidades. De acordo com Cel. Souza, a média de roubo de cargas em ocorrências durante o primeiro semestre de 2009 foi 14,5% maior se comparado com a média dos períodos, e não 23%, como divulgado. Durante os primeiros seis meses de 2008 a média de roubos foi de 554 caminhões por mês e em 2009 subiu para 634/mês. Já os prejuízos aumentaram 15,3%.
O estudo completo sobre roubo de cargas está no site www.setcesp.org.br.
Folha de S. Paulo
13/8/2009
Da aproximação do poder público ao uso de blindados, as soluções encontradas pelas empresas para o aumento de roubo de cargas vão em todas as direções. Uma empresa de telefonia celular, por exemplo, tem transportado os aparelhos, produzidos numa fábrica a 200 quilômetros de São Paulo, em carros blindados, segundo sua seguradora.
Já as fabricantes de medicamentos, um dos setores mais visados pelos ladrões, conseguiu a aprovação de uma lei federal que colocará um código de barras bidimensional nas embalagens.
"A intenção é inibir o repasse das mercadorias roubadas", diz Marcelo Liebhardt, gerente de assuntos econômicos da Interfarma. "Será mais fácil de determinar onde aconteceu o roubo, os caminhos dos produtos roubados e evitar a venda."
Recentemente, a federação das transportadoras e a Fiesp também se reuniram com a Secretaria de Segurança Pública para buscar alternativas ao problema. Além de priorizar o combate à receptação, a secretaria resolveu colocar juntas as delegacias de roubo de cargas e a de fraudes em seguradoras.
"A nota fiscal eletrônica e a rastreabilidade dos produtos, com códigos de barras, ajudarão a diminuir os roubos", diz Paulo Roberto de Souza, assessor de segurança da federação e da associação nacional de transportes.
Por: Cristiane Barbieri
Nota de esclarecimento:
Com relação à matéria publicada ontem (12/08) no Jornal Folha de S. Paulo, o assessor de segurança da NTC&Logística, da Fetcesp e do Setcesp, coronel Paulo Roberto de Souza, afirma que os dados utilizados pelo jornal não são os oficiais divulgados pelas entidades. De acordo com Cel. Souza, a média de roubo de cargas em ocorrências durante o primeiro semestre de 2009 foi 14,5% maior se comparado com a média dos períodos, e não 23%, como divulgado. Durante os primeiros seis meses de 2008 a média de roubos foi de 554 caminhões por mês e em 2009 subiu para 634/mês. Já os prejuízos aumentaram 15,3%.
O estudo completo sobre roubo de cargas está no site www.setcesp.org.br.
13 de ago. de 2009
Rodovias de São Paulo terão 41 radares “dedo-duro”
Fonte:
O Estado de S. Paulo
12/8/2009
Começam a funcionar até dezembro, em 41 pontos de rodovias paulistas, os radares com leitura e reconhecimento automáticos de placas (LAP), chamados de “dedo-duro”. A licitação está sendo concluída, com apreciação dos preços ofertados pelas empresas, disse ontem o secretário estadual dos Transportes, Mauro Arce. O contrato prevê a instalação de mais 69 equipamentos nas principais estradas do Estado a partir do próximo ano. Esse tipo de radar já está em operação nas ruas de São Paulo.
De acordo com Arce, além de detectar excesso de velocidade, os radares dedo-duro - que estarão interligados a um sistema junto às secretarias de Segurança Pública e da Fazenda - serão capazes de informar sobre o cadastro do veículo, se ele é roubado, se o Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) foi pago, se o licenciamento está em dia ou qualquer outro tipo de irregularidade. “Estamos contratando uma prestação de serviços, um radar mais sofisticado. A finalidade é proteger o cidadão que paga impostos. Vão funcionar nos locais das rodovias onde há mais movimento”, explica o secretário.
O radar dedo-duro ficará em trechos das principais rodovias e terá um mecanismo capaz de ler a placa do veículo. Como o equipamento estará ligado online a uma central de informações, o policial rodoviário poderá parar o veículo e apreendê-lo. Após apreensão e multa, será levado para um depósito, segundo Arce, e liberado somente após o pagamento dos impostos atrasados. “Cerca de 30% dos carros parados pela Polícia Rodoviária têm algum tipo de problema”, afirma. O governo estuda proposta de criar pequenas unidades de Poupatempo próximo dos locais das blitze ou perto de pátios, para facilitar a regularização dos veículos com débitos.
O contrato para a prestação dos serviços tem duração de 17 meses, ao custo de R$ 6,5 milhões. Mas há possibilidade de aditamentos para um período de até cinco anos. Os radares deverão começar a funcionar dois meses após a assinatura do documento, segundo a Secretaria dos Transportes. As estradas foram divididas em cinco lotes, de acordo com as divisões administrativas da Polícia Rodoviária e suas respectivas companhias.
O Estado de S. Paulo
12/8/2009
Começam a funcionar até dezembro, em 41 pontos de rodovias paulistas, os radares com leitura e reconhecimento automáticos de placas (LAP), chamados de “dedo-duro”. A licitação está sendo concluída, com apreciação dos preços ofertados pelas empresas, disse ontem o secretário estadual dos Transportes, Mauro Arce. O contrato prevê a instalação de mais 69 equipamentos nas principais estradas do Estado a partir do próximo ano. Esse tipo de radar já está em operação nas ruas de São Paulo.
De acordo com Arce, além de detectar excesso de velocidade, os radares dedo-duro - que estarão interligados a um sistema junto às secretarias de Segurança Pública e da Fazenda - serão capazes de informar sobre o cadastro do veículo, se ele é roubado, se o Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) foi pago, se o licenciamento está em dia ou qualquer outro tipo de irregularidade. “Estamos contratando uma prestação de serviços, um radar mais sofisticado. A finalidade é proteger o cidadão que paga impostos. Vão funcionar nos locais das rodovias onde há mais movimento”, explica o secretário.
O radar dedo-duro ficará em trechos das principais rodovias e terá um mecanismo capaz de ler a placa do veículo. Como o equipamento estará ligado online a uma central de informações, o policial rodoviário poderá parar o veículo e apreendê-lo. Após apreensão e multa, será levado para um depósito, segundo Arce, e liberado somente após o pagamento dos impostos atrasados. “Cerca de 30% dos carros parados pela Polícia Rodoviária têm algum tipo de problema”, afirma. O governo estuda proposta de criar pequenas unidades de Poupatempo próximo dos locais das blitze ou perto de pátios, para facilitar a regularização dos veículos com débitos.
O contrato para a prestação dos serviços tem duração de 17 meses, ao custo de R$ 6,5 milhões. Mas há possibilidade de aditamentos para um período de até cinco anos. Os radares deverão começar a funcionar dois meses após a assinatura do documento, segundo a Secretaria dos Transportes. As estradas foram divididas em cinco lotes, de acordo com as divisões administrativas da Polícia Rodoviária e suas respectivas companhias.
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