Depois de enfrentar manifestações e greves, a região do ABC paulista recebeu ontem uma boa notícia. O presidente da Mercedes-Benz, Jackson Schneider, anunciou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, a contratação de 800 funcionários.
Além disso, serão efetivados 160 jovens que fizeram o curso do Senai na montadora, formados nas turmas de janeiro e agosto. Outros 350 funcionários, cujos contratos temporários terminariam hoje, serão efetivados pela companhia, depois de uma negociação com o sindicato da categoria.
Foi o maior volume de contratações no principal polo automobilístico do Brasil desde o início da crise. No início do ano, a Mercedes fez um programa de demissão voluntária para aposentados e a adesão chegou a cerca de mil trabalhadores.
O anúncio da Mercedes é resultado da retomada gradual do mercado interno de caminhões. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), de julho a agosto as vendas aumentaram 12,2%. Mas, na comparação entre janeiro e agosto de 2008 e 2009, a queda foi de 21,4%.
Segundo Sérgio Nobre, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, outra montadora do setor de caminhões, a Scania, também tem dado sinais de recuperação e em breve deve anunciar mais um turno. "Aposto que esta será a tendência e os fornecedores em breve também vão anunciar contratações", diz o sindicalista.
Fonte:O Estado de São Paulo
1 de out. de 2009
TCU sugere paralisação de 41 obras e denuncia pressões
O Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou ao Congresso Nacional, ontem, a paralisação de 41 obras. Treze delas fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e representam investimentos de R$ 7,38 bilhões.
Na lista de obras que devem ser paralisadas há desde refinarias, como a Abreu Lima, em Recife, e a Presidente Getúlio Vargas, no Paraná, até aeroportos, como Guarulhos e Vitória, além de várias ampliações de rodovias federais.
As recomendações fazem parte do relatório de obras do TCU chamado Fiscobras, no qual foram investigados 219 empreendimentos. Os principais problemas encontrados são: sobrepreço, superfaturamento, licitação irregular, falta de projeto executivo, problemas ambientais e alteração indevida do projeto. O relatório será enviado ao Congresso e, só após a análise do Legislativo, é que as obras serão suspensas ou não.
Durante a votação do relatório, os ministros do TCU foram unânimes ao criticar as pressões políticas do governo e das empresas estatais contra as fiscalizações realizadas pelo tribunal. "Essa instituição é a todo o momento agredida e considerada como responsável pela paralisação de obras", afirmou o decano do TCU, ministro Valmir Campelo. "Mas, basta cumprir as normas que o tribunal recomenda que as obras sejam seguidas", completou.
O ministro Walton Alencar aproveitou a votação para fazer um desabafo. "O trabalho realizado pelo TCU tem cunho eminentemente técnico e para nós não importa o governo. Não há como fiscalizar obras públicas por critérios políticos ou partidários", afirmou.
O ministro José Jorge disse que muitas vezes tem de "enfrentar grandes instituições que se tornam autoritárias". Exemplificou com a Petrobras: "Vou dar o exemplo da Petrobras. A ANP (Agência Nacional do Petróleo) nem chega perto da Petrobras. Tem medo." Em seguida, Jorge disse que foi "muito pressionado ao analisar as obras da refinaria Abreu Lima, no Recife. "Me impressionou que estimaram o custo em US$ 4 bilhões e, agora, será de US$ 12 bilhões. Triplicou. É um projeto internacional e não sabemos se vai custar US$ 4 bilhões ou US$ 12 bilhões."
Já o ministro André Luiz de Carvalho revelou que técnicos da Petrobras e do Banco do Brasil procuraram o seu gabinete para se antecipar a eventuais problemas em obras. "Há bons gestores que se antecipam", enfatizou.
O relator do Fiscobras, ministro Aroldo Cedraz, fez um discurso de independência do tribunal e enfatizou que as pressões do governo para agilizar as obras não vão afetar o dia a dia do TCU. "O TCU não é uma casa política. Nunca se curvou e jamais se curvará a instituições políticas e não vai se abater por insatisfações e críticas."
O presidente do Tribunal, ministro Ubiratan Aguiar, foi na mesma linha e afirmou que o TCU "não está subordinado a nenhum poder, mas à lei". Formalmente, o TCU é ligado ao Poder Legislativo, mas possui independência decisória e de fiscalização. "Não nos interessa a paralisação das obras porque sabemos o dano econômico que pode causar, mas é nossa função evitar a corrupção", resumiu.
Em tom de advertência o ministro Raimundo Carreiro afirmou que o Congresso "não restringe o TCU". "O tribunal não se intimida", afirmou.
Depois da votação, Cedraz argumentou aos jornalistas que os interesses de empresas estatais são tratados pelo TCU de acordo com critérios técnicos e que o tribunal só determina a paralisação em último caso.
Ao identificar indícios de irregularidades em obras, o TCU faz uma diferenciação entre aquelas em que pode recomendar a continuidade ou outras em que é necessária a paralisação. Há casos em que o tribunal recomenda a retenção dos valores das obras. Segundo o ministro, a indicação de paralisação só foi realizada em 0,5% do PAC. Isso equivale a 13 obras de um total de 2.446. Porém, o tribunal não fiscalizou todo o programa. Apenas 99 obras foram averiguadas (3,9% do PAC). Se tivesse fiscalizado todo o PAC, a expectativa é que um número maior de obras seria suspenso
Fonte:
Valor Econômico/NTC
Na lista de obras que devem ser paralisadas há desde refinarias, como a Abreu Lima, em Recife, e a Presidente Getúlio Vargas, no Paraná, até aeroportos, como Guarulhos e Vitória, além de várias ampliações de rodovias federais.
As recomendações fazem parte do relatório de obras do TCU chamado Fiscobras, no qual foram investigados 219 empreendimentos. Os principais problemas encontrados são: sobrepreço, superfaturamento, licitação irregular, falta de projeto executivo, problemas ambientais e alteração indevida do projeto. O relatório será enviado ao Congresso e, só após a análise do Legislativo, é que as obras serão suspensas ou não.
Durante a votação do relatório, os ministros do TCU foram unânimes ao criticar as pressões políticas do governo e das empresas estatais contra as fiscalizações realizadas pelo tribunal. "Essa instituição é a todo o momento agredida e considerada como responsável pela paralisação de obras", afirmou o decano do TCU, ministro Valmir Campelo. "Mas, basta cumprir as normas que o tribunal recomenda que as obras sejam seguidas", completou.
O ministro Walton Alencar aproveitou a votação para fazer um desabafo. "O trabalho realizado pelo TCU tem cunho eminentemente técnico e para nós não importa o governo. Não há como fiscalizar obras públicas por critérios políticos ou partidários", afirmou.
O ministro José Jorge disse que muitas vezes tem de "enfrentar grandes instituições que se tornam autoritárias". Exemplificou com a Petrobras: "Vou dar o exemplo da Petrobras. A ANP (Agência Nacional do Petróleo) nem chega perto da Petrobras. Tem medo." Em seguida, Jorge disse que foi "muito pressionado ao analisar as obras da refinaria Abreu Lima, no Recife. "Me impressionou que estimaram o custo em US$ 4 bilhões e, agora, será de US$ 12 bilhões. Triplicou. É um projeto internacional e não sabemos se vai custar US$ 4 bilhões ou US$ 12 bilhões."
Já o ministro André Luiz de Carvalho revelou que técnicos da Petrobras e do Banco do Brasil procuraram o seu gabinete para se antecipar a eventuais problemas em obras. "Há bons gestores que se antecipam", enfatizou.
O relator do Fiscobras, ministro Aroldo Cedraz, fez um discurso de independência do tribunal e enfatizou que as pressões do governo para agilizar as obras não vão afetar o dia a dia do TCU. "O TCU não é uma casa política. Nunca se curvou e jamais se curvará a instituições políticas e não vai se abater por insatisfações e críticas."
O presidente do Tribunal, ministro Ubiratan Aguiar, foi na mesma linha e afirmou que o TCU "não está subordinado a nenhum poder, mas à lei". Formalmente, o TCU é ligado ao Poder Legislativo, mas possui independência decisória e de fiscalização. "Não nos interessa a paralisação das obras porque sabemos o dano econômico que pode causar, mas é nossa função evitar a corrupção", resumiu.
Em tom de advertência o ministro Raimundo Carreiro afirmou que o Congresso "não restringe o TCU". "O tribunal não se intimida", afirmou.
Depois da votação, Cedraz argumentou aos jornalistas que os interesses de empresas estatais são tratados pelo TCU de acordo com critérios técnicos e que o tribunal só determina a paralisação em último caso.
Ao identificar indícios de irregularidades em obras, o TCU faz uma diferenciação entre aquelas em que pode recomendar a continuidade ou outras em que é necessária a paralisação. Há casos em que o tribunal recomenda a retenção dos valores das obras. Segundo o ministro, a indicação de paralisação só foi realizada em 0,5% do PAC. Isso equivale a 13 obras de um total de 2.446. Porém, o tribunal não fiscalizou todo o programa. Apenas 99 obras foram averiguadas (3,9% do PAC). Se tivesse fiscalizado todo o PAC, a expectativa é que um número maior de obras seria suspenso
Fonte:
Valor Econômico/NTC
Ausência de logística adequada entre países
A logística de transporte - tanto marítimo quanto aéreo - é o principal entrave ao crescimento das relações comerciais entre os países de língua portuguesa, conforme admitiu o titular do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Miguel Jorge. "
Estamos trabalhando muito para que possamos restabelecer a conectividade - porque já houve (a ligação). Mas, é uma questão que depende muito da iniciativa privada porque nós não vamos criar uma companhia marítima ou aérea do Estado para fazer essa conectividade", disse ele, após a abertura do V Encontro Empresarial de Negócios na Língua Portuguesa (V EENLP), que prossegue até hoje, no Centro de Convenções Edson Queiroz.
De acordo com Miguel Jorge, hoje uma empresa brasileira com negócios na África leva em média dois meses para receber equipamentos e matérias primas.
Com ligação marítima, este prazo poderia cair para sete dias. Ou sete horas, se houvesse rota aérea mais freqüente. "Temos tido muito contato com as empresas aéreas - tanto brasileiras quanto estrangeiras. Já têm algumas coisas acontecendo. Precisamos realmente resolver isso. Infelizmente, estamos fora das rotas principais. Temos que criar rotas próprias para os países africanos", comentou.
Embora as trocas multilaterais do Brasil com Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste tenham crescido 1.178% - de US$ 585 milhões, em 1999, para US$ 6,6 bilhões, em 2008 -, ainda estão aquém do potencial de um mercado que congrega mais de 260 milhões de pessoas em quatro continentes.
No caso do Ceará, a posição geográfica é um ponto favorável para fazer dos países africanos que falam português uma plataforma de entrada na Europa. "Hoje, o Nordeste não dispõe de uma linha regular para a África", observou Rômulo Alexandre Soares, presidente do Conselho das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil.
Para o ministro Miguel Jorge, o V EENLP aproxima os países em questão. "Nós já somos evidentemente muito próximos por razões históricas e culturais, mas há uma aproximação inclusive econômica. Nós temos relações comerciais bastante intensas com alguns países, como Portugal e Angola. O fato de estarmos todos os países reunidos é uma oportunidade importante para que nós possamos planejar ainda mais essa aproximação", disse.
Ele lembrou que o presidente Lula, em quase sete anos de governo, já fez nove viagens aos países de língua portuguesa, sendo três vezes a Portugal. O trabalho do governo, definiu Jorge, é levar as empresas brasileiras para ampliar mercados. "E nós estamos levando agora, no fim de outubro, mais 100 empresas a dois países de língua portuguesa na África, para que elas vejam as oportunidades e trabalhem em cima delas. Não adianta nós imaginarmos que as empresas venderão tanto e que o país comprará tanto. As empresas é que tem de fazer isso. O governo apenas ajuda, facilita. Quanto menos atrapalhar, melhor", frisou.
Para o ministro, "esses contatos ajudam a fazer negócio. Com Angola, o negócio mais explorado é petróleo, por razões óbvias. Com os outros países, nós exportamos muito alimentos", comentou. Para o ministro, é importante ampliar a cooperação técnica entre a CPLP, tendo a Embrapa como principal agente.
Poderiam ser desenvolvidas atividades multilaterais na área de agricultura, produção de biocombustível, biodiesel etc.
Fonte:Diário do Nordeste
Estamos trabalhando muito para que possamos restabelecer a conectividade - porque já houve (a ligação). Mas, é uma questão que depende muito da iniciativa privada porque nós não vamos criar uma companhia marítima ou aérea do Estado para fazer essa conectividade", disse ele, após a abertura do V Encontro Empresarial de Negócios na Língua Portuguesa (V EENLP), que prossegue até hoje, no Centro de Convenções Edson Queiroz.
De acordo com Miguel Jorge, hoje uma empresa brasileira com negócios na África leva em média dois meses para receber equipamentos e matérias primas.
Com ligação marítima, este prazo poderia cair para sete dias. Ou sete horas, se houvesse rota aérea mais freqüente. "Temos tido muito contato com as empresas aéreas - tanto brasileiras quanto estrangeiras. Já têm algumas coisas acontecendo. Precisamos realmente resolver isso. Infelizmente, estamos fora das rotas principais. Temos que criar rotas próprias para os países africanos", comentou.
Embora as trocas multilaterais do Brasil com Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste tenham crescido 1.178% - de US$ 585 milhões, em 1999, para US$ 6,6 bilhões, em 2008 -, ainda estão aquém do potencial de um mercado que congrega mais de 260 milhões de pessoas em quatro continentes.
No caso do Ceará, a posição geográfica é um ponto favorável para fazer dos países africanos que falam português uma plataforma de entrada na Europa. "Hoje, o Nordeste não dispõe de uma linha regular para a África", observou Rômulo Alexandre Soares, presidente do Conselho das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil.
Para o ministro Miguel Jorge, o V EENLP aproxima os países em questão. "Nós já somos evidentemente muito próximos por razões históricas e culturais, mas há uma aproximação inclusive econômica. Nós temos relações comerciais bastante intensas com alguns países, como Portugal e Angola. O fato de estarmos todos os países reunidos é uma oportunidade importante para que nós possamos planejar ainda mais essa aproximação", disse.
Ele lembrou que o presidente Lula, em quase sete anos de governo, já fez nove viagens aos países de língua portuguesa, sendo três vezes a Portugal. O trabalho do governo, definiu Jorge, é levar as empresas brasileiras para ampliar mercados. "E nós estamos levando agora, no fim de outubro, mais 100 empresas a dois países de língua portuguesa na África, para que elas vejam as oportunidades e trabalhem em cima delas. Não adianta nós imaginarmos que as empresas venderão tanto e que o país comprará tanto. As empresas é que tem de fazer isso. O governo apenas ajuda, facilita. Quanto menos atrapalhar, melhor", frisou.
Para o ministro, "esses contatos ajudam a fazer negócio. Com Angola, o negócio mais explorado é petróleo, por razões óbvias. Com os outros países, nós exportamos muito alimentos", comentou. Para o ministro, é importante ampliar a cooperação técnica entre a CPLP, tendo a Embrapa como principal agente.
Poderiam ser desenvolvidas atividades multilaterais na área de agricultura, produção de biocombustível, biodiesel etc.
Fonte:Diário do Nordeste
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