19 de fev. de 2010

Brasileiros geram falta de gasolina argentina

Brasileiros geram falta de gasolina argentina

Movimento nos postos do país vizinho aumenta desde o fim do ano passado, quando o preço do álcool disparou

(Gazeta do Povo - PR)

Com a escalada de preços do álcool no Brasil, a procura por combustível mais barato do outro lado da fronteira se tornou rotina para os motoristas de Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná. Os turistas que passam pela região também vão à Argentina para encher o tanque, atraídos pela economia de até 40% em relação aos valores praticados em território nacional. Com essa grande demanda, o estoque de gasolina em Puerto Iguazú tem sido drasticamente afetado. Desde que os brasileiros voltaram a ser maioria nos postos locais, pelo menos uma vez por semana há falta de combustível na cidade.

Nos postos de Foz do Iguaçu o preço do litro da gasolina varia de R$ 2,56 a R$ 2,68 e o álcool não sai por menos de R$ 1,89. Na Argen­tina, o litro da gasolina varia de R$ 1,65 a R$ 2,15. “Cada vez que abasteço aqui economizo em média R$ 50. Em quatro semanas são mais de R$ 200. Enquanto a diferença valer a pena, vou continuar cruzando a fronteira”, comentou o mecânico Claudeci Antônio Garcia.

Os donos de postos de Foz do Iguaçu – que, em janeiro, sentiram queda no movimento de até 20% – costumam enfatizar que a composição da gasolina argentina pode danificar os motores dos carros vendidos no Brasil. “A gasolina comercializada na Argentina é diferente da comercializada nas bombas dos postos brasileiros. No Brasil, por lei, é obrigatória a adição de etanol na gasolina pura. Devido a esta característica, os carros já saem das montadoras brasileiras preparados para funcionar com este tipo de combustível”, explica Wilson José Silva, coordenador técnico do Comitê Sul Brasileiro de Qualidade dos Combustíveis (CSQC).

Prioridade

Diante da “invasão” brasileira e das reclamações dos motoristas argentinos, a Câmara de Turismo e Comércio de Puerto Iguazú determinou no mês passado que os consumidores argentinos deveriam ter prioridade no atendimento. A medida, entretanto, não conseguiu evitar os desabastecimentos. Há quatro anos, um cenário semelhante forçou o governo do país vizinho a publicar um decreto que estabelecia preços mais altos para carros com placas estrangeiras, o que acabou desestimulando o consumo. Dois fatores voltaram a deixar a gasolina argentina mais vantajosa para o bolso do motorista brasileiro: o real valorizado e os constantes aumentos do álcool.

No meio da tarde de ontem, havia filas de carros brasileiros nos postos argentinos, mas elas eram relativamente curtas (no feriado de carnaval, houve casos em que a espera durava mais de meia hora). “Até o início da noite, o movimento normalmente triplica”, explicou um dos frentistas. Motoristas de Foz do Iguaçu e de municípios próximos, como Santa Terezinha de Itaipu e Matelândia, aguradavam para ser atendidos. “Desde o fim do ano passado, toda vez que venho para Foz, encho o tanque na Argentina”, conta o comerciante de São Miguel do Iguaçu, Luiz Augusto Carri, que no sábado não conseguiu abastecer. “Os postos só voltaram a vender gasolina ontem (terça-feira).”

Fonte:Transporta Brasil

MAN Latin America obtém destaque em operações do Grupo em 2009

MAN Latin America obtém destaque em operações do Grupo em 2009

O Grupo MAN obteve em 2009 resultado operacional de 504 milhões de euros, alcançaram-se rendimentos sobre faturamento de 4,2%. A área de negócios Power Engineering com MAN Diesel e MAN Turbo, além da empresa Renk, realizaram um resultado operacional de 566 milhões de euros e rendimentos sobre faturamento ROS de 13,3%. A área de Veículos Comerciais teve resultado operacional positivo em 2009, com 51 milhões de euros. Influenciado por fatores especiais, o resultado do Grupo MAN após os impostos foi de 258 milhões de euros.
O maciço recuo de demanda, sobretudo no setor de transportes, derrubou o faturamento em 2009 em 20%; com 12 bilhões de euros, este ainda encontra-se em um bom nível. Nos negócios de veículos comerciais, o recuo de faturamento da MAN Nutzfahrzeuge (MAN Veículos Comerciais) foi de 40%, caindo a 6,4 bilhões de euros (10,6 bilhões de euros no ano anterior), compensado parcialmente pela MAN Latin America. A subsidiária brasileira está consolidada desde março de 2009 e realizou desde esta data em 2009 um faturamento de 1,4 bilhão de euros. Na MAN Diesel, os negócios na área de usinas de energia, bem como de pós-vendas garantiram uma estabilização. No total, a MAN Diesel realizou um faturamento de 2,4 bilhões de euros (2,5 bilhões de euros). Um setor importante do Grupo MAN foi a MAN Turbo, com um aumento de 4% no faturamento, chegando a 1,4 bilhão de euros (1,3 bilhão de euros).

No entanto, a MAN reagiu com medidas enérgicas à maior queda de demanda no setor de veículos comerciais nos últimos 80 anos na Europa. Assim, o controle do capital de giro e do fluxo de caixa foi adaptado à nova situação, com redução de custos em mais de 700 milhões de euros. Os estoques foram igualmente rebaixados para menos de seis mil caminhões. Na produção de veículos comerciais, a jornada reduzida de trabalho na Alemanha e na Áustria foi aproveitada para treinamento e aperfeiçoamento dos empregados, visando a adoção de procedimentos mais eficientes. Os negócios da MAN Latin America tiveram desenvolvimento melhor que o esperado. Os rendimentos sobre faturamento em 2009 (abril-dezembro) foram de 10,1%. Por isso, a área de Veículos Comerciais no total conseguiu realizar um resultado operacional positivo.

Para a MAN Nutzfahrzeuge (MAN Veículos Comerciais) espera-se para 2010 um prosseguimento dos negócios no mesmo nível que o atual. A jornada reduzida de trabalho será continuada em 50 dias na produção no primeiro semestre deste ano. Aqui haverá uma série de outras medidas para aumentar a eficiência e reduzir os custos de modo permanente. O desenvolvimento dos negócios na MAN Latin America deverá ser positivo mais uma vez. Por isso, em março deverá ser introduzido um terceiro turno de produção, aumentando a capacidade produtiva dos 50 mil para 72 mil veículos. Em 2010, a ampliação da estratégia mundial de produtos no setor de veículos comerciais estará no centro das atenções, visando a consolidação e prosseguimento das ações internacionais bem-sucedidas principalmente nos países que compõem o BRIC.

Fonte:Logweb

CODESP apresenta estudos para expansão do porto

CODESP apresenta estudos para expansão do porto

Com base em dois estudos recentemente concluídos, a CODESP se prepara para promover a expansão do porto e elaborar um novo PDZ

Em evento que reuniu o ministro Pedro Brito, da Secretaria Especial de Portos, e diversas autoridades de governo e do setor portuário, foram apresentados (no dia 02.02.10) os estudos de Acessibilidade e o Plano de Expansão para o Porto de Santos. Realizados a partir de metodologia científica, pesquisas apuradas e amplo detalhamento os dados contidos nos dois trabalhos permitirão programar com bastante precisão os rumos do Porto nos próximos 15 anos.

O Plano de Expansão caracteriza o cenário portuário nos três próximos qüinqüênios, considerando o momento atual, os principais projetos consolidados e os factíveis, aliados a estudo de demanda da hinterlândia, abrangendo mercados de origem e destino, principais parceiros comerciais e PIB médio brasileiro e mundial, entre outras variáveis

O resultado aponta, num aspecto otimista, para uma movimentação de cargas em 2024 de 230 milhões de toneladas. Atualmente, o Porto tem uma capacidade de atendimento de cerca de 115 milhões e deverá fechar 2009 em torno de 82 milhões de toneladas.

A previsão para 2024 também mostra projetos hoje em andamento atingindo boas marcas de movimentação. Somente no segmento de contêineres, a Embraport apresenta potencial para chegar a 1,85 milhão teu e a BTP a 1,79 milhão teu, somados à otimização e expansão dos terminais existentes que projetam estimativas de 1,9 milhão teu para Santos Brasil, 1,35 milhão teu para Libra Terminais, 900 mil teu Tecondi e 800 mil teu para a área do Saboó. Tais projeções mostram que Santos está bem atendida para o crescimento do contêiner e também de cargas como veículos e granéis vegetais apenas com as soluções já definidas e com projetos bem delineados.

Já com relação ao setor de granéis líquidos, fertilizantes e enxofre, o estudo apresenta um quadro que requer a aceleração dos negócios visando uma expansão mais premente. Além da BTP que atenderá também o setor de granel líquido, há a implantação de novos berços para essa carga tanto na Ilha Barnabé como no Terminal da Alemoa e a perspectiva de se dedicar a área de Conceiçãozinha para granel sólido.

Quanto ao estudo de acessibilidade, foram avaliadas as condições necessárias para que as vias de acesso ao Porto de Santos possam estar dimensionadas ao crescimento previsto para a movimentação de carga, com um foco bastante dirigido sobre a hinterlândia primária. O momento é de depuração dos dados apresentados, identificando os principais gargalos. Uma ação determinante será a mudança da matriz de transporte, principalmente para as cargas de curta distância, privilegiando o modal ferroviário, hidroviário (na Baixada Santista), esteiras transportadoras e dutovias, com o objetivo de desafogar o máximo possível o tráfego rodoviário.

Embasado nas informações produzidas pelo Plano de Expansão e pelo Estudo de Acessibilidade será também elaborado um novo Plano de Desenvolvimento do Porto. A integração desse material com outras iniciativas como as normas de exploração do Porto e de pré qualificação de Operadores Portuários, projetos de planejamento, estrutura física e órgãos intervenientes na cadeia portuária poderiam gerar já em 2010 um valioso documento facilitador para o gerenciamento e tomada de decisões.

Fonte:CODESP – Porto de Santos